Num dos últimos espaços de opinião neste portal escrevi sobre o VAR, o árbitro de vídeo,
e o avanço que ele conquistaria no futebol. Continuo pensando da mesma forma,
mas, em virtude de alguns acontecimentos recentes, é preciso aprimorar esse
debate.
No
mesmo momento em que defendemos a efetivação por completo do VAR em todos os
campeonatos, precisamos iniciar também uma ampla reivindicação pela
profissionalização da arbitragem. Não será apenas a tecnologia que salvará os
árbitros de cometerem injustiças, caso eles não estejam 100% focados em sua
atividade com o apito na mão.
Hoje
em dia, existem juízes de futebol que trabalham como professores, outros são
empresários, alguns são profissionais liberais. Não existe nenhum problema em
relação à serem profissionais de outras áreas, até porque são todas de extremo
valor para a sociedade, mas o problema está em dividirem suas atenções.
É
urgente e necessário que se profissionalize a arbitragem do país. É
extremamente relevante que os chefões do futebol no Brasil estudem medidas para
regulamentar a profissão e remunerar os árbitros mensalmente e, quando não
estiverem no campo, estejam realizando capacitações frequentes. Somente assim
um árbitro que estiver em campo no domingo não vai estar pensando também no
problema que tem para resolver na segunda em sua outra atividade.
Os
clubes precisam abraçar essa causa e iniciarem, todos juntos, um movimento pela
profissionalização, inclusive ajudando a pensar soluções para o resultado
final.
Com
a profissionalização e a tecnologia andando em harmonia, vamos ter muito mais
futebol e resultados certificados e muito menos confusão e reclamações. Esses dois
fatores não são a solução, não garantirão 100% de acerto por uma única
explicação: são seres humanos tomando
decisões e todos estão sujeitos a falhas.
























