Imagine o seguinte cenário: nascemos em 2035. A sua família resolve
criar uma vantagem tecnológica instalando um chip de última geração em
seu cérebro. Está pensando que isso é ficção científica?
Observe esta notícia de um jovem CEO de uma empresa de IA recém adquirida pela Meta:
Nada
de filhos até ter chip no cérebro: o plano futurista do jovem de 28 anos contratado pela Meta | Exame. O nome dele é Alexandr Wang. Ele não é nada mais nada menos do que o novo líder de iniciativas de superinteligência
na Meta. O nome do momento é superinteligência.
O filme ANON (2018) já narrava esta realidade em um futuro distante.
Segundo os roteiristas, toda a tecnologia utilizada no filme já estava
disponível em 2018. Vamos ampliar este tema.
O cibridismo, de acordo com Martha Gabriel, representa o fim da
separação entre a vida digital e a vida física. Não se trata mais de
estar “online” ou “offline”, mas sim de viver em um estado contínuo de
on e off ao mesmo tempo.
Em outras palavras, somos “cíbridos” – ciber-híbridos – porque
nosso corpo biológico está cada vez mais expandido e interconectado por
interfaces tecnológicas. A tecnologia digital não é algo à parte de nós;
ela amplifica o que somos e como nos relacionamos
com o mundo.
Você encontra facilmente toda a teoria e sua aplicação em seus livros e trabalho. Sugiro começar por
Você, eu
e os Robôs. Ao mesmo tempo, além de Martha Gabriel, há vários pesquisadores no mundo em torno desta temática.
Minha reflexão hoje diz respeito a uma mudança sutil e impactante que ocorrerá a partir desta realidade entre nós:
a evolução da expressão à intenção em nossas interações.
Da expressão à intenção
O progresso acontecerá independente de nosso desejo. Podemos escolher nos adaptarmos ou seguir por outro caminho. Há uma certa “imposição” velada no uso de determinadas tecnologias.
Estamos em Julho de 2025. Atualmente as redes sociais e nossa presença
digital são importantes na complementação de nossa vida física.
Escolhemos o que postamos. Nos preparamos com técnicas de comunicação e conhecimentos para impactar as pessoas de acordo com nossos produtos e serviços.
Conforme a nossa habilidade de expressão, moldamos nossa reputação.
Ganhamos seguidores, vendemos o que ofertamos. Ao mesmo tempo, há
várias IA´s fazendo a mesma coisa durante 24h por dia e 7 dias semana.
Ou seja, já é possível termos um “clone digital”
atuante e sem limites (será?).
Estão sendo criadas leis em
determinados países para restringir o seu uso. As próprias redes
sociais, como o Instagram, por exemplo, estão priorizando os conteúdos
originais. Esta notícia é de Maio de 2025:
Novo algoritmo
do Instagram Prioridade para conteúdos originais – INVICTA SOCIAL.
Em resumo: a forma como expressamos o que pensamos determina nossa imagem ao mundo, empregabilidade e futuro.
Só que a “régua” subiu. Com a real possibilidade de implantação de interfaces tecnológicas em nosso cérebro e corpo, é o
pensamento que entra em ação. Ou seja, estaremos “nús” digitalmente sem uma barreira que restrinja a leitura e interpretação de nosso pensamento.
Em consequência disso, as intenções de cada um estarão claras, cristalinas e à disposição de quem desejar perceber.
O “tom” de nossa vida estará exposto.
O lado positivo disto é que não haverá mais como enganar como se engana
hoje. Demonstrar uma vida e ser outra pessoa em tempo real.
É um avanço maravilhoso! Deixando a ingenuidade de lado, precisamos
estar preparados para esta situação. Em realidade ela já existe. Já
conseguimos perceber quem é real e consistente e quem é “fake” na vida
cotidiana.
É da amplificação desta situação que tenho um certo receio. O pensamento é o resultado de uma mente em
evolução. O poder que teremos envolve, inclusive, a movimentação de determinados objetos.
Quando enfatizei a palavra superinteligência, fiz de propósito. E as emoções, onde estão?! E o
humano de ser humano?
Estamos na porta de uma evolução sem precedentes na humanidade. Como o
seu EU está? Preparado para isso? Seus pensamentos, suas intenções, seu
tom podem ser expostos sem restrição?
Há uma solução interessante e a disposição de todos: ligar o seu APPP.
O APPP da Criação
É uma tecnologia criada por Deus, presente em todos nós e que depende do
nível de autoconhecimento, autonomia, autogestão, consciência, gestão
de emoções e intenções que temos. Chamei-a de APPP.
Ela está conectada a essência do ser humano e já se provou efetiva.
Basta olhar para a história. Seu bom ou mal uso mudaram destinos e vida.
Um exemplo clássico: A.C. e D.C. (antes de Cristo e depois de Cristo).
O APPP é:
A de AMOR.
P de Paz.
P de Prosperidade.
P de Plenitude.
Amor a si, aos outros e ao mundo.
Paz como um estado permanente de ser.
Prosperidade como resultado de nossas escolhas legítimas e nossas melhores plantações.
Plenitude como a capacidade de expandirmos o que há de melhor em nós a cada segundo.
As tecnologias são ferramentas maravilhosas à disposição. Em breve
teremos humanóides convivendo corriqueiramente conosco. A grande questão
está em saber se evoluímos como pessoas a fim de termos à nossa
disposição tantas possibilidades e oportunidades.
É muito bom estar vivo neste momento. É uma transição em velocidade da
luz. Espero ser uma pessoa digna de receber tantos superpoderes e fazer
jus a missão que me propus: ser um agente de estímulo e orientação à
evolução das pessoas.
Encontre o melhor contexto para expressar suas intenções e pensamentos.
Certamente teremos muitos frutos positivos com este casamento entre a
tecnologia e o ser humano. Basta que estejamos alinhados com nossa
essência e com as melhores das intenções em relação
a si e ao mundo! Só isso…
#autogestão #cibridismo #educação #futuro #intenção #pensamento
Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br
Leitura do artigo com César Silva:


























