Levantamento do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo
Urbano do Vale dos Sinos (Setup) aponta que, nesta terça-feira (14), os
ônibus das empresas Futura, Hamburguesa e Courocap circularam com 100% da
escala de sábado.
Os colaboradores se apresentaram espontaneamente, e a
grade de horários foi completa, atendendo a todos os bairros de Novo
Hamburgo. Esta é a projeção para o turno da noite desta terça-feira.
A quarta-feira (15) deverá começar com escala de sábado – esta é a previsão inicial.
A escala de sábado foi
uma das decisões determinada pelo desembargador do Tribunal Regional do
Trabalho (TRT) da 4ª Região, Ricardo Carvalho Fraga, que a condicionou
ao retorno espontâneo dos trabalhadores, durante audiência realizada, nesta segunda-feira (13), em Porto Alegre.
A aplicação da tabela tem validade até a quarta-feira (15),
quando haverá audiência de continuidade das tratativas de conciliação. A greve teve uma paralisação de um dia há duas semanas. E, na sexta-feira passada, recomeçou. São 40 mil hamburguenses que dependem do transporte coletivo diariamente.
Milhares de trabalhadores estão indo ao trabalho com táxis, aplicativos, moto-táxis ou com carona solidária. Alguns trabalhadores consultados pelo Portal Martin Behrend reclamam que existe falta de conduções alternativas em razão da alta procura.
HISTÓRICO DE NEGOCIAÇÕES
Na
negociação coletiva do período de 2016/2017, o Sindicato Patronal
propôs um reajuste geral de 4% (ante um INPC de 3,35%), sendo 2% em 1º
de junho de 2017, completando 4% em 1º de dezembro ou quando fosse
fixada a nova tarifa (o que ocorresse primeiro). Porém a proposta não
foi aceita e o Sindicato dos Trabalhadores ajuizou ação de dissídio
coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Nova
proposta patronal na Justiça, de reposição do INPC, não foi aceita. No
julgamento da ação, em 8 de julho de 2018, o TRT concedeu um reajuste de
3,30%, mas não renovou as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho
anterior e indeferiu o pedido de quinquênio, entre outros pedidos.
Desta
decisão, os Sindicatos, dos Trabalhadores e o Patronal, recorreram ao
Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas os recursos ainda não foram
apreciados. Assim, caberá ao TST a decisão final. Mesmo sem acordo, as
empresas adiantaram 2% de reajuste nos salários dos empregados em 1º de
julho de 2017.
O dissídio 2017/2018 também já
foi ajuizado pelo Sindicato dos Trabalhadores no TRT, mas o Setup ainda
não foi notificado. Como o Sindicato dos Trabalhadores deflagrou a
greve, o TRT vem fazendo a mediação nos autos do Dissídio Coletivo de
Greve ajuizado pelo Setup, mas até o momento não houve consenso. Da
mesma forma que no ano passado, espontaneamente, as empresas adiantaram
1,76%, percentual da inflação do período, ante a proposta de 2,5% do
sindicato da categoria para o período.
























