Era
mais uma tarde normal de trabalho no dia 11 de janeiro quando, ao atualizar a
linha do tempo do Twitter, leio uma notícia que parecia mentira ou que a conta
na qual divulgava a informação tinha sido invadidas por hackers, mas não.
Bernardo Rezende, o Bernardinho, deixou o comando técnico da seleção brasileira
masculina de voleibol. Me causou estranheza, mas principalmente emoção. Como um
fiel torcedor de voleibol, principalmente dos times gaúchos e das seleções
brasileiras, tenho em Bernardinho um ídolo máximo. Um profissional do esporte
extremamente dedicado à sua atividade, com cobranças fortes, porém, corretas
para um melhor desempenho de suas equipes e seus comandados.
Inegavelmente
que a liderança de Bernardinho, aliados aos desempenhos favoráveis e conquistas
da seleção de vôlei, fizeram com que o público que acompanha o esporte, e até
mesmo aquele que não tinha interesse pela modalidade, passasse a acompanhar e
principalmente torcer pelos meninos do vôlei e vibrar a cada ponto e a cada
título.
Se
muitas vezes, o desempenho dentro de campo, aliados a escândalos de dirigentes,
fizeram muitos criticarem a seleção de futebol, a seleção de Bernardinho nos
encheu de orgulho com o passar dos anos. A última olimpíada resume bem esse
sentimento. Última medalha de ouro da competição em disputa, domingo pela manhã
e o que se via Brasil afora eram famílias reunidas torcendo, de forma
gigantesca, para que a seleção conquistasse mais um ouro olímpico na
modalidade. Ele veio, e com ele a certeza que Bernardinho tinha muito ainda
para dar continuidade e renovar as seleções e garantir muitos e muitos anos de
conquistas. Pois assim não será.
Que
o leopoldense Renan Dal Zotto, a quem foi dada a missão de substituir
Bernardinho, também nos faça feliz e orgulhosos com o vôlei brasileiro. Que a
história gloriosa de conquistas do vôlei continue por longos anos.
Já
ao Bernardinho, apenas uma palavra, repetidas vezes, resta dizer: Obrigado,
Obrigado, Obrigado.
























