Como calcular os prejuízos e transtornos pela omissão de um prefeito? A pergunta deve ser feita a um motociclista que circulava pela Rua Sapiranga, em Novo Hamburgo, no começo da tarde desta quinta-feira. Segundo relato de testemunhas consultadas pelo Portal Martin Behrend, ele vinha trafegando no sentido Centro-Bairro quando passou pelo trecho com acúmulo de lama e barro que desmoronaram do barranco junto ao Centro Administrativo Leopoldo Petry. Com o atrito dos pneus da moto e a lama, a moto ficou instável e houve a queda. Ele teria reduzido a velocidade ou freado em função da sinaleira que tem próximo ao local do acidente. Em função do choque, o condutor precisou ser socorrido por ambulância do Samu. Detalhe: o barranco desabou em julho de 2015 e, 15 meses, nada foi feito pelo governo do prefeito Luis Lauermann (PT) para reparar os problemas.
Esse foi o segundo acidente no local desde a nova queda do barranco, registrada na terça-feira. No choque anterior, um poste foi atingido por veículo e equipe da AES Sul precisou ser acionada. A reportagem do Portal Martin Behrend esteve conferindo o barranco na terça-feira, quando a lama invadiu o asfalto e a Rua Sapiranga foi interditada por completo no sentido Centro-Bairro. Para tentar evitar maiores transtornos, a via foi liberada em meia pista e o local da queda do barranco foi isolado por cones e cavaletes. A matéria está no link: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i… .
Foi no começo da noite de 20 de julho de 2015 que parte do barranco do estacionamento do Centro Administrativo Leopoldo Petry não suportou tanta chuva e veio abaixo. Felizmente, o deslizamento de terra não teve vítimas, pois no momento da queda não passavam motoristas ou pedestres pela Rua Sapiranga. Mas depois de todo esse tempo de omissão temos uma vítima. A única ação da Prefeitura nestes 15 meses foi a colocação de lonas que, nas semanas seguintes, não resistiram aos ventos e rasgaram. O cenário, que já era desolador, ganhou traços de abandono e descaso.
Na parte de cima do barranco junto ao estacionamento do Centro Administrativo Leopoldo Petry, de forma paliativa, a área foi “isolada” com a colocação de troncos secos de árvores e dois cones. Foi a maneira que a Prefeitura encontrou para alertar sobre os riscos de circular no local.
























