Nesta semana, o Portal Martin Behrend foi procurado por duas mulheres bastante incomodadas com a realidade do Hospital Municipal de Novo Hamburgo.
Elas são pacientes da casa de saúde estavam com cirurgias marcadas, mas os procedimentos não foram realizados. O motivo alegado é a falta de profissionais, especialmente anestesistas.
As cirurgias as quais elas vão se submeter são histerectomia (remoção de útero) e laqueadura (com fins contraceptivos, visando a impedir a possibilidade de gravidez futura).
Num dos casos, já foram dois adiamentos. “Eu tinha procedimento marcado para julho. Remarcaram. Agora, fiquei sabendo que a equipe que estava me acompanhando está de saída. Além disso, a médica comentou que eu teria de torcer para ter anestesista, pois outras pacientes, na semana passada, ficaram sem cirurgia por falta desse profissonal”, relatou uma das pacientes.
Com esse quadro de indefinição, a angústia aumenta a partir da incerteza de quando elas poderão ser atendidas e receber a devida atenção para o procedimento cirúrgico. “Ficamos inseguras, imaginando que terão novos adiamentos. Nos preparamos e nos programamos para uma data, mas não tem a cirurgia”, completa.
FUNDAÇÃO DE SAÚDE PÚBLICA DE NOVO HAMBURGO
O Portal Martin Behrend procurou a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburg (FSNH), responsável pela gestão do Hospital Municipal. Foi enviado o seguinte esclarecimento:
“A FSNH esclarece que passou por mudanças no seu quadro de profissionais para essa especialidade, – aliada ao período de férias da profissional responsável pela histerectomia -, o que causou o adiamento dos procedimentos.
No entanto, houve a contratação de duas novas profissionais que passaram a integrar o quadro. Mesmo assim, a Fundação registrou mais atendimentos aos usuários do que no ano passado. Em 2024 foram 70 cirurgias entre janeiro e outubro, enquanto neste ano são 113 até o momento.
Sobre a questão de anestesistas, diante da atual dificuldade de captação de anestesistas no mercado, a FSNH tem adotado medidas contínuas para ampliar o quadro de profissionais da área. Mesmo com esse cenário desafiador, buscamos garantir a assistência à população por meio da contratação de horas médicas de empresas especializadas, sempre que há falhas pontuais na escala.
Ainda assim, em situações excepcionais, pode ocorrer a impossibilidade de cobertura de ausências imprevistas, comunicadas com pouca antecedência. Nesses casos, as cirurgias previstas são cuidadosamente analisadas em conjunto com as equipes médicas, priorizando a segurança dos pacientes. São canceladas e reagendadas aquelas que apresentam menor risco clínico com a espera, de forma a minimizar impactos assistenciais.”

























