A pressão da greve dos professores municipais de Novo Hamburgo e o mais novo desgaste em menos de cinco meses fizeram o governo do prefeito Gustavo Finck (PP) refazer cálculos.
Ao contrário do que algumas lideranças da Prefeitura imaginavam, a maior parte da opinião pública e da comunidade hamburguense ficou ao lado dos professores.
Na tarde deste sábado (17), o governo municipal divulgou uma proposta de reajuste.
A alternativa encontrada pelo Município será parcelar o repasse do Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Novo Hamburgo (Ipasem) referente aos meses de julho, agosto e setembro, e utilizar este recurso para o pagamento da revisão geral anual dos servidores.
Mensalmente, o Município deposita R$ 13 milhões ao Ipasem, pagamento que está em dia desde janeiro, honrando o compromisso assumido pela gestão, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas.
Sendo assim, o governo Finck apresentou a seguinte proposta para os servidores municipais:
– 2% de revisão geral anual no mês de julho
– 2% de revisão geral anual no mês de setembro
– 1,48% de revisão geral anual no mês de dezembro
Desta forma, o valor da revisão geral anual será de 5,48%. Os valores serão retroativos à data base de abril.
A proposta anterior do governo Finck era 0% de reajuste.
DOMINGO
Neste domingo (18), a direção do Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindProfNH) vai se reunir para definir quando vai apresentar oficialmente a proposta para a categoria. Assim como na decisão de estado de greve e na decisão pela greve, é uma Assembleia Geral da categoria que vota para tomar um posicionamento oficial
O Portal Martin Behrend conversou com fontes do SindProfNH. Elas preferiram não antecipar quando será realizada a Assembleia Geral para avaliar a proposta do governo Finck. A decisão será tomada de forma coletiva na reunião deste domingo.
Segundo o SindProfNH, a greve segue mantida, a partir de segunda-feira (19).
























