Muitos! Dependência nunca foi
moeda de troca para liberdade e responsabilidade. Muito menos para a autonomia!
A provocação de Maurício Benvenutti, no livro Audaz, não para por aí! Ele faz
algumas afirmações instigantes:
“Enquanto
muitos indivíduos vão esperar as melhorias chegarem, outros vão trabalhar duro
para alcançá-las.
Se
tomarmos a iniciativa e falharmos, a culpa é nossa, se não fizermos nada e a
situação piora, a culpa é dos outros. Por isso muitos não evoluem.
Com
o mundo veloz como está, hábitos cômodos e falta de brio acelerarão os apertos
e as dificuldades que vai se enfrentar pela frente.
Ser
diferente é o novo normal.
Quando
diferentes perguntas começam a ser tratadas com idênticas respostas, temos a
matéria prima de que você precisa para evoluir.
Pessoas
talentosas prosperam na liberdade e são dignas de autonomia.
A
ciência mais notável não acontece quando o ambiente é favorável. Mas quando a
mente é favorável.”
E tem muito mais neste livro,
começando pelo nome. Tenho acompanhado no mundo dos negócios, com os alunos e
em muitos encontros formais e informais, uma certa euforia e medo em relação
aos tempos que virão ou que estão aí! Um belo começo é lê-lo!
Um certo sentimento de “não
sei bem o que pode acontecer” com “será que estou preparado?”. Ninguém sabe ao
certo o que o futuro nos proporá, mas os sinais já são muito evidentes, em todas
as áreas.
Não há como negar o progresso
e, ao mesmo tempo, descartar a história. A questão vai além disso! Ela vem ao
encontro da nossa mente! Isso mesmo! Ao encontro do ser humano! Por mais
tecnologia e desenvolvimento, o ser humano ainda é, e será, o foco das atuações
no mundo!
Tanto seu conforto, quanto a sua maneira de viver!
Tudo! Mas há um ponto crucial que chamo a sua atenção, em forma de pergunta:
Como você está olhando para o
mundo hoje? Com os óculos do passado ou com as lentes da realidade presente e
do futuro a vir?
Estar aberto aos fatos, muito
mais do que suposições, é fundamental. De nada adianta um manancial de
conhecimentos que ainda servem a quem não se deu conta das mudanças e,
principalmente, da velocidade delas. O aprendizado contínuo e diverso recheiam
um novo momento. E experiência também, principalmente, da convivência com o ser
humano. E as emoções? Um capítulo à parte.
Um momento de informação
abundante e reflexão mínima. Um momento de disrupções magníficas e acomodações
na zona de conforto e proteção. Uma época de incertezas criadoras de inovações
e certezas que garantem ilusoriamente a segurança de alguns.
Um momento da criatividade
aliada ao propósito de melhorar o mundo, sendo financeiramente sustentável, com
a presente imposição de regras, controles e medos, como forma de chefiar, em
antagonismos latentes.
É um mundo de muitas
contradições e inúmeras soluções!
Tenho realizado diversas
mentorias de negócios em que percebo um vazio muito grande, apesar da
abundância de possibilidades: o vazio existencial! Não sou psicólogo! Mas não é
preciso muito para descobrir que muito poucos se conhecem de fato e sabem qual
seu propósito de vida! E mais, a sua essência!
O tempo vai passando, aquela
infelicidade vai se instalando e, de repente, a pessoa se dá conta: o que ela
faz não traz mais nenhuma empolgação! A dificuldade em acordar de manhã e,
pior, quando é empreendedor, enfrentar o que dá dinheiro, só dinheiro, mesmo
sendo seu.
Jovens, pessoas de
meia-idade, idosos! Não há classe social que escape! Vou exemplificar: fiz um
exercício de descoberta de propósito e clareza de missão com vários alunos, de
diversas idades. Tenho uma aluna de 60 anos! 19, 18…aí vai! A resposta foi
unânime: não sei o que amo em mim! Já indiquei a muitos a busca da terapia, sem
stress! Acredito muito nesses profissionais!
O fato é que a tecnologia
está nos empoderando cada vez mais! Temos a possibilidade de alcançar o
infinito. Nossas capacidades alcançam nossos sonhos mais profundos com a
tecnologia e a informação. Mas muitos de nós são bebês quando o assunto é se
conhecer.
É como se tivéssemos o carro
mais veloz do mundo em nossas mãos sem condições de dirigi-lo. É como termos a
possibilidade de dar a ordem mais importante na vida, impactando nossa família,
nossa comunidade quiçá o mundo, e olhamos no espelho e ainda nos definimos por
nossas rugas!
São paradoxos e mais
paradoxos! E eles são bons!! Muito bons!! Em qual outro momento da humanidade
fomos estimulados a buscar o que mais nos torna plenos e, ao mesmo tempo,
transformar nossa vida com realizações impensáveis?
Em qual outro momento na
história da humanidade, cada pessoa, cada cidadão, pode expressar o que quer, a
quem quiser e onde for? Os smartphones, as redes sociais, os sites. E agora as
Hololens da Microsoft para colocar mais o mundo a nossa disposição. Realidade
virtual e aumentada ao alcance, em breve, de todos.
Por mais dignificante seja
nossa intenção ela deveria estar conectada a realidade do mundo e a nossa. Em
relação ao externo, vamos melhorando. Mas ao interno, estamos muito mais
estagnados! A realidade atual é permeada da integração dessas realidades,
mantendo nossa essência.
O maior desafio não está em
entender ou aceitar o que está
acontecendo. E, sim, perceber que precisamos nos convencer de que a conquista da
liberdade gera responsabilidades que cabem somente a nós resolver. Isso é
autonomia! Ela só aparece quando aparecemos para nós mesmos!
César
Silva é Mentor de Negócios, Consultor,
Professor, Palestrante e Escritor – CEO @cesarsilvasimplesmente
Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br .
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