Uma antiga demanda da comunidade está prestes a se tornar realidade.
O cercamento do Parque Henrique Luiz
Roessler, em Hamburgo Velho, está mais próximo. Foi publicado, na sexta-feira (17), edital de licitação para empresa que executará este
serviço.
A iniciativa está prevista no plano de manejo do Parcão, como é
conhecida a grande área verde da cidade, e contemplada no Programa de
Desenvolvimento Municipal Integrado (PDMI), com recursos do Banco
Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Atendendo os trâmites legais, a empresa vencedora será conhecida em 18 de setembro. A execução da obra deve ocorrer em seis meses, a contar da data da ordem de serviço. O investimento será de R$ 2 milhões, com as cercas tendo 2,43 metros de altura. Serão cercados mais de 4.500 metros de área. Além disso, o Parcão manterá quatro portões, sendo que a abertura e fechamento de todos dependerá do número de servidores disponíveis para realização do serviço.
O Parcão passou por revitalização e foi entregue à comunidade, no ano passado, totalmente renovado. Fundado em fevereiro de 1990, é uma Unidade de Conservação (UC) de Uso Sustentável. A área dispõe de 54,1 hectares de vegetação nativa.
UDO SARLET
Para o secretário municipal do Meio Ambiente, Udo Sarlet, o
cercamento do Parcão, além de promover maior segurança para os usuários,
será importante na preservação da fauna e da flora.
Em novembro de 2016, o Portal Martin Behrend fez a seguinte reportagem: “Cercar ou não cercar o Parcão? Três especialistas fazem suas avaliações e se posicionam sobre o cercamento” – está no link http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i… À época, Sarlet não era o secretário municipal e respondeu sobre o tema como agente ambiental da Prefeitura:
Agente ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) e ex-diretor de Meio Ambiente
“Não existem impedimentos legais para fazer o cercamento do Parcão. Sou favorável ao cercamento. É uma proteção para as pessoas que circulam e também para fauna e flora do local. O cercamento não visa a restringir, mas garantir que se preserve a segurança de quem usa o parque e traga tranquilidade, por exemplo, para animais que vivem dentro da área de 56 hectares. Naturalmente, cercar todo esse espaço envolveria um grande valor.
Há alguns anos, foi feita uma projeção tendo como base uma cerca tecnicamente adequada e, apenas fazendo uma estimativa linear, o orçamento superou R$ 1 milhão – sem contar algumas intervenções especiais que deverão ser necessárias em função de irregularidades no terreno. Numa pesquisa realizada com usuários do Parcão e moradores do entorno, o resultado foi amplamente favorável ao cercamento de toda área.
O Parque do Ibirapuera, em São Paulo, é cercado. Alguém é privado de ir até lá? Não. E temos um parque preservado e de grande convivência entre as pessoas e o meio ambiente. Outros casos que temos são o Parque Tanguá e o Jardim Botânico de Curitiba, que são cercados. Isso não impede a circulação das pessoas, mas se coloca um regramento e se tem um maior controle. Regrar não é proibir.
É sempre bom lembrar que temos dentro do Parcão animais com hábitos noturnos. Garantir a tranquilidade deles também é um dever e uma responsabilidade. Posso citar uma família de graxains que vive no Parcão e também temos a presença de lagostins com origem endêmica, que são objetos de pesquisa. Dentro do próprio Parcão temos diferentes zoneamentos, com aproveitamentos diferentes. Tem regiões em que não se permite construir, já temos as áreas administrativas e de lazer, que são com entendimentos diferentes. “
























