Quando a Voleisul/Paquetá Esportes estiver entrando em quadra no ginásio Abaeté, em São Paulo, hoje, às 20 horas, para enfrentar o Taubaté pela segunda rodada da Copa do Brasil, Paulo Roese não estará à beira da quadra. Será o primeiro jogo da equipe de Novo Hamburgo após o desligamento do treinador. No momento da partida, Roese deverá estar em sua residência, em Ivoti, enviando energias positivas para seu filho, Bernardo, que segue atuando na equipe hamburguense como levantador reserva. E foi na sua casa que Roese recebeu a reportagem do Blog Martin Behrend para explicar o que motivou seu afastamento da Voleisul.
Segundo Roese, não existe um fato isolado. “Minha saída foi resultado de um somatório de situações desgastantes. Alguns fatos vinham ocorrendo há algum tempo, outros foram mais recentes”, explica. Dificuldades de relacionamento e entendimento com dois atletas, inesperados prolongamentos na recuperação de atletas no Departamento Médico e questões de logística ajudaram a construir um quadro desgastante. Soma-se a isso seis derrotas seguidas da equipe e criou-se um quadro de pressão. “Algumas coisas eu
fui segurando, mas também tinha de cuidar até da minha
saúde. Não há dúvidas que num ambiente de derrotas algumas situações ganham mais peso”, explica.
Na segunda-feira, Roese foi chamado pela diretoria da Voleisul para conversar sobre a situação da equipe e a sua continuidade no comando do time. Segundo ele, a decisão foi desenhada a partir desse conjunto de situações desgastantes. Embora tivesse motivação para seguir, aceitou o posicionamento da diretoria. “Fiz mudanças importantes na minha vida, com reflexos na minha família, para levar adiante esse projeto. Claro que sinto e gostaria de seguir. Mas está feito e assim é a vida”, avalia.
Roese garante: não vai torcer contra a Voleisul e pede o apoio da comunidade. “Quero deixar claro que precisamos torcer para que a diretoria siga motivada em fazer voleibol em Novo Hamburgo. Além de ter dois filhos envolvidos no vôlei, tenho muito carinho pelo esporte e pela cidade. Espero que, independente do treinador, o time volte a vencer para o projeto ganhar força”, salienta. Roese ainda elogia a forma respeitosa com que a direção da Voleisul vem conduzindo o projeto. “Os salários da comissão técnica e dos atletas estão em dia, as condições de trabalho são muito boas, a infraestrutura oferecida aos jogadores é inquestionável. Temos que saudar esse tipo de postura”, completou.
O treinador ainda não sabe qual será o seu futuro. Ele poderá esperar convites de outros clubes brasileiros ou aceitar sondagens que fizeram no passado para atuar no setor empresarial, onde também teve experiência profissional. “É tudo muito cedo. Preciso respirar, pensar com calma e analisar o que farei”, finaliza, mencionando que recebeu o apoio e o carinho de centenas de amigos e jogadores, como Bruno (filho de Bernardinho), Marcelo Elgarten e William – todos levantadores.
Quem assumiu como técnico interino da Voleisul/Paquetá Esportes foi o auxiliar de Roese, Reinaldo Bacilieri. Após o confronto desta noite contra o Taubaté pela Copa do Brasil, a Voleisul volta à quadra no sábado, pela Superliga 2015/2016, para encarar o líder da competição, Sada Cruzeiro, em Minas Gerais.
























