Após ser empossado no Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu, na tarde deste domingo (1º), a rampa do Palácio do Planalto, em Brasília (DF), e recebeu a faixa presidencial de cidadãos que representam a diversidade do povo brasileiro.
Entre eles estava o cacique Raoni Metuktire, de 90 anos, líder do povo Kayapó, e Aline Sousa, de 33 anos, catadora de materiais recicláveis do Distrito Federal.

A primeira-dama Janja Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e sua esposa, Lu Alckmin, acompanharam Lula e o grupo na entrada do palácio.
A cadela vira-lata Resistência também subiu a rampa. Ela morava no acampamento de militantes do Partidos dos Trabalhadores em frente à Polícia Federal, em Curitiba (PR), e foi adotada por Janja quando o presidente estava preso na cidade, em 2018.
Lula recebeu a faixa desse grupo de brasileiros pois o ex-presidente Jair Bolsonaro viajou antes de encerrar o mandato para os Estados Unidos, e o vice-presidente Hamilton Mourão decidiu não participar do ato de transmissão da faixa.
Lula voltou a discursar no Parlatório da sede do Executivo federal. Ao se dirigir aos apoiadores que o aguardavam na Praça dos Três Poderes, o presidente iniciou o discurso agradecendo os eleitores que combateram a “violência política” durante na campanha eleitoral e disse que vai governar para todos os brasileiros.
“Vou governar para os 215 milhões de brasileiros e brasileiras, e não apenas para quem votou em mim. Vou governar para todas e todos, olhando para o nosso luminoso futuro em comum, e não pelo retrovisor de um passado”, afirmou.
O presidente assume neste 1º de janeiro de 2023 e terá seu terceiro mandato presidencial até 4 de janeiro de 2027.
CONGRESSO NACIONAL
Pela terceira vez presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva destacou em discurso de posse no Congresso Nacional que a decisão das urnas prevaleceu graças a um sistema eleitoral internacionalmente reconhecido por sua eficácia na captação e apuração dos votos. “Hoje, nossa mensagem ao Brasil é de esperança e reconstrução”, disse o presidente.

O presidente fez um relato sobre o Brasil que recebe e sobre os grandes desafios que estão por vir. “É sobre estas terríveis ruínas que assumo o compromisso de, junto com o povo brasileiro, reconstruir o país e fazer novamente um Brasil de todos e para todos”, prometeu. Lula ressaltou que os direitos da população, democracia e soberania serão pilares do governo.
O discurso foi feito diante dos presidentes do Legislativo, Rodrigo Pacheco, que presidiu a posse, e do Judiciário, Rosa Weber. Ministros do Supremo Tribunal Federal(STF), como Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ex-presidente Dilma Rousseff, e o ex-presidente José Sarney também estavam presentes, além de parlamentares, autoridades internacionais e futuros membros do governo.
A assinatura do termo de posse foi feita com uma caneta dada a Lula por um eleitor piauiense. “Em 1989 eu estava fazendo comício no Piauí. Foi um grande comício, depois fomos caminhar até a igreja São Benedito. Ao terminar o comício, um cidadão me deu essa caneta e disse que era para eu assinar a posse, se eu ganhasse as eleições de 1989”, disse. O presidente homenageou o estado, onde ele teve mais de 76% dos votos nas eleições de 2022.

























