Em algum longínquo momento da minha vida dei-me conta que
existia um sexo oposto e também do simples princípio que a cada panela
corresponde uma tampa e que todas as mulheres-tampa portavam algum detalhe que
correspondia a um homem-panela do sexo oposto ao seu, o que a tornava bela a
pelo menos este exemplar.
Como todo mundo procura o tipo perfeito cogita-se daquela
mulher muito bonita e que seja educada com finesse, culta, simpática,
trabalhadora, romântica, prática, esportiva, que goste de festas, que curta o sossego
da leitura de um bom livro, que dance samba, tango, valsa e rock pesado com a
mesma naturalidade, prendada, do lar (está na moda), com ótimos dotes
culinários, pragmática com personalidade e liderança, goste de crianças e
filhos, trate bem os velhos, e ainda seja sensual (qualidade fundamental).
Mas existe uma mulher assim, com todos estes atributos?
Claro que não. Entre os acima enumerados muito são definitivamente antagônicos.
Mas são as tampas que cada homem deve encontrar para encaminhar uma parceria.
Mas e a beleza física onde fica? Pois assim como elas são
“por dentro” cada uma tem uma caracterização marcante “por fora”. Algum
detalhe, algum jeito, algum charminho, algum cantinho do seu corpo que deve ser
avaliado e admirado, mas acima de tudo respeitado. Um par de seios agredindo
aqui, duas pernas esguias ali, uma borda de barriguinha que espia mais adiante,
ou uma atrevida bundinha (preferência nacional) que se empina agressiva
desafiando o universo masculino, enfim, uma gostosa tampinha à cata de sua
panela.
Então, todas as mulheres são belas, mas não existe um modelo
completo. Cabe ao homem-panela identificar a sua tampa através daquela beleza que
todas têm e que será a responsável pela sua atração.
Não existem mulheres feias, apenas algumas um pouco
desleixadas ou mal-cuidadas. À sua maneira, todas as mulheres são belas.
























