Os números do mês de março das exportações de calçados das indústrias brasileiras confirmam uma realidade: mesmo com o dólar num patamar competitivo, as vendas não deslancham. Só que existe um consolo animador para os fabricantes gaúchos: o maior exportador de calçados do Brasil segue sendo o Rio Grande do Sul. Entre janeiro e março, os gaúchos exportaram 6,46 milhões de pares por US$ 96,4 milhões, aumento tanto em receita gerada (de 9,5%) quanto em volume exportado (44%) em relação a igual período do ano passado.
Em relação aos dados de todo país, no mês de março, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), os calçadistas exportaram 10,56 milhões de pares que geraram US$ 79,77 milhões, 12,5% menos do que no mesmo mês de 2015 (US$ 91,14 milhões). Em pares, porém, a queda foi menor, de 2,3% frente aos 10,8 milhões de pares exportados em março de 2015. Com a performance, os calçadistas chegam ao trimestre acumulando o embarque de 31,84 milhões de pares por US$ 226,75 milhões, queda de 6,1% ante mesmo período do ano passado (US$ 241,56 milhões). Já no registro por volume houve estabilidade, com leve incremento de 0,5% ante igual ínterim de 2015.
EUA, França e Argentina
Principal destino do calçado brasileiro desde a década de 1970, quando iniciaram as exportações de calçados, os Estados Unidos vinham perdendo espaço nos últimos anos. No entanto, o trimestre demonstrou uma reação importante daquele mercado. No primeiro trimestre foram embarcados 3,76 milhões de pares por US$ 49,53 milhões, aumento tanto em receita (19,2%) quanto em volume (19%) na relação com o mesmo período do ano passado.
O segundo destino do trimestre foi a França. Nos três primeiros meses de 2016, os franceses compraram 4 milhões de pares verde-amarelos, pelos quais foram pagos US$ 17,66 milhões, incrementos de 4,3% e 4,7%, respectivamente, frente ao mesmo período de 2015.
A Argentina, destino que havia perdido força nos últimos anos devido à política protecionista adotada pelo governo de Cristina Kirchner, segue em recuperação. No trimestre, os argentinos consumiram 1,4 milhão de pares brasileiros por US$ 17,43 milhões, crescimento de 72,4% em pares e 27,5% em receita na relação com igual ínterim do ano passado. “O mercado argentino vem surpreendendo positivamente, com uma recuperação robusta, mesmo com a desvalorização da moeda local”, comenta Klein, ressaltando que a Argentina é um dos melhores cases de sucesso de inserção de marca própria brasileira no mercado internacional.
























