O surgimento de dezenas de condomínios populares no Brasil – a maioria
do Minha Casa Minha Vida – garantiu a milhares de brasileiros o acesso ao
primeiro imóvel regularizado. Está sendo uma conquista para muitos cidadãos. Só
que essa experiência vem trazendo alguns distúrbios e confusões em razão de ser experiência nova para muitas famílias. Depredações, discussões e problemas
de convivência tornaram o clima bastante desagradável em alguns condomínios.
Em Novo Hamburgo, por exemplo, o Portal Martin Behrend já
registrou problemas no Residencial Aeroclube, no bairro Canudos. Na reportagem
ficou evidenciado como está sendo difícil para algumas famílias se adaptar às
normas dos condomínios populares: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i… e http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…. A convivência em condomínios residenciais requer um envolvimento dos
moradores lembrando que há direitos, obrigações e regras a serem cumpridas. Por
isso é preciso manter um comportamento, postura e bons modos para facilitar o
convívio entre os moradores.
Nesta sexta-feira (11), a Prefeitura de São
Leopoldo, através da Secretaria Municipal de Habitação (Semhab) e Caixa Federal
firmaram um contrato de trabalho técnico social junto aos empreendimentos
populares de São Leopoldo. Estão contemplados inicialmente os residenciais Mauá
I, Mauá II, Duque de Caxias, Cerâmica, Creta e Malta. Através deste convênio a
Cooperativa de Trabalho Interdisciplinar dos Profissionais da Área Social LTDA
(Coopas) atuará para estimular o convívio e noções de direitos e deveres por
meio de oficinas e atividades em grupo. De acordo com dados da Secretaria de
Habitação, três mil pessoas residem nos empreendimentos populares de São
Leopoldo.
O prefeito Ary Vanazzi (PT) referendou o compromisso do atual
governo com a moradia digna. “As regras de convivência e bem-estar estabelecem
uma condição que é nova para quem é beneficiário dos programas habitacionais
populares. As pessoas se tornam proprietárias de um pedaço de um todo e são
responsáveis direta e indiretamente pelo local. Isso possibilita mais qualidade
de vida e cria laços para que cada um ajude a cuidar de todos”, destacou o
prefeito.
A representante do residencial Mauá 1, Tatiane Viana,
destacou que o trabalho social vai auxiliar os síndicos e síndicas na melhoria
das condições de convivência entre os moradores. “Esperávamos desde 2015 por
este projeto. É um desafio já que para muitos é um novo processo de
relacionamento”, afirmou.



























