O clima do PDT de Novo Hamburgo está longe de ser tranquilo.
O presidente eleito democraticamente no primeiro semestre, o ex-vereador
Antonio Lucas, que derrotou o também ex-vereador Gilson Thoen no pleito interno, foi destituído do cargo pela direção estadual. Uma comissão
provisória é para estar no comando da sigla – mas ninguém sabe ao certo quem dirige o partido no município.
O ponto mais crítico desta instabilidade interna foi uma reunião
de lideranças do PDT em Novo Hamburgo na sede da sigla, em que Lucas e seu
filho, Rafael Lucas, são acusados de agressões verbais e físicas nos colegas de
partido e vereadores Felipe Kuhn Braun e Vilmar Heming. Os dois parlamentares registraram
Boletim de Ocorrências (BO) contra os integrantes da família Lucas.
O ambiente no PDT é tão surreal que mais um fato, no mínimo
curioso, foi registrado nesta segunda-feira. Alegando necessidade de tempo para
tratar de assuntos particulares, o primeiro-secretário da Câmara de Vereadores
de Novo Hamburgo, Felipe Kuhn Braun (PDT), entrou em licença não remunerada
nesta segunda-feira. O parlamentar ficará afastado do cargo até o dia 27. Nas redes sociais, Braun foi questionado se estava cedendo à pressão da família Lucas, e ele rebateu informando que precisa tempo para resolver problemas particulares e reforçou que mantém o BO contra pai e filho.
Durante o período de afastamento, Felipe será substituído
pelo primeiro suplente de seu partido, Rafael Lucas, que assumiu o posto já na
sessão desta segunda-feira à noite. Sai o agredido, entra o agressor.
Aos 23 anos, Rafael Gustavo Lucas (PDT), filho do
ex-vereador e presidente do Legislativo Antonio Lucas, ocupa pela primeira vez
uma cadeira no Plenário Luiz Oswaldo Bender. Rafael recebeu 2.596 votos nas
eleições municipais de 2016, sendo o 10º candidato mais votado em Novo
Hamburgo. Havia uma dúvida se Lucas exoneraria assessores de Felipe no período em que estará no gabinete, mas não houve mudanças e a equipe de trabalho está mantida.
Um outro troca-troca está previsto na Câmara de Vereadores
envolvendo o PDT. Quem também vai pedir licença é Vilmar Heming. No seu lugar,
deve entrar o ex-vereador Ricardo Ritter, o Ica. Este não agrediu os colegas –
até onde se sabe.

























