O Portal Martin Behrend participa da campanha eleitoral de
Novo Hamburgo. Até a véspera da eleição municipal, em 2 de outubro, estará
sendo publicado o espaço “É ISSO MESMO, CANDIDATO?!”. As questões estão sendo
enviadas por e-mail, WhatsApp e/ou pelo Facebook do candidato ou de sua
coordenação de campanha. A resposta deve ser enviada em até 48 horas (dois
dias) para o Portal Martin Behrend. A comunidade também pode enviar sugestões
de pauta, que serão avaliadas pelo Portal Martin Behrend. O e-mail é
[email protected].
A pergunta foi feita para os sete candidatos:
“Na atual administração, num único contrato de 2015, a
Prefeitura liberou mais de R$ 3,3 milhões para gastos com publicidade do
governo. Em outros anos, foram outros contratos com milhões de reais repassados
para propaganda. Sabe-se que existe a propaganda informativa – campanhas de
vacinação, mosquito da dengue, prevenção de doenças, etc – e tem a propaganda
política, colocando fotos de obras obrigatórias num município. Enquanto milhões
de reais foram investidos em publicidade nos últimos anos, dezenas de obras
“conquistadas” no Orçamento Participativo jamais saíram do papel por
falta de dinheiro. Se for eleito, seguirá gastando milhões de reais com
publicidade e deixando obras paradas? É ISSO MESMO, CANDIDATO?!”
Candidato Airton dos Santos (PV) – “Quanto à questão
publicidade entendemos ser de extrema importância a divulgação de Campanhas
Sociais, como as que referistes, vacinação, câncer de mama, com seu Outubro
Rosa, ou do Novembro Azul, Natal das Crianças e outras necessárias para a participação
da Comunidade. Quanto ao orçamento destinado a publicidade para o próximo ano,
ainda não temos conhecimento do valor destinado na LDO para este fim. Mas em
nosso entendimento, verbas destinadas às obras públicas devem ser realizadas e
no prazo estipulado em contrato. As obras destinadas na Consulta do Orçamento
Participativo e não realizadas, vamos reavaliar e procurar atender todo o
esforço das comunidades que se empenharam para colocá-las como prioridades de
sua região e não foram atendidas. Tenho entendimento que a maior Publicidade
num governo Local são suas atitudes em benefício de toda uma comunidade. Sou
muito mais em dizer, Quem quer Faz! E eu vou fazer. Novo Hamburgo vai sorrir
novamente!”
Candidata Fatima Daudt (PSDB) – “Não! A nossa candidatura
tem defendido que falta gestão na Prefeitura Municipal e que temos a capacidade
administrativa que Novo Hamburgo tanto precisa na atualidade. Mas, quando
falamos em gestão, não estamos apenas dizendo em aplicar corretamente os
recursos no que é de fato necessário e/ou fazer o monitoramento de indicadores
de desempenho. Fazer a gestão também incide sobre encontrar soluções mais
eficientes com a utilização da menor quantidade de recursos possíveis. Esse conceito
será aplicado em nosso governo em relação a publicidade. Ou seja, vamos gastar
menos e fazer mais. Como? A evolução da tecnologia nos permite utilizar
inúmeras ferramentas para alcançar o cidadão e lhe prestar as devidas
informações, bem como consta em nosso plano de governo, queremos aproximar a
prefeitura da população, fazendo reuniões sistemáticas nos bairros, quer
servirá também como meio de propagação de ações do executivo. Ainda, depois de
um estudo detalhado dos melhores canais de comunicação com a população e que
apresentem resultados eficientes com menores custos, aplicá-los nas divulgações
da Prefeitura. Apenas ressaltamos que, por uma questão de transparência com a
população, entendemos que há a necessidade de, além da exposição de campanhas
de conscientização/educativas/informativas, a divulgação de projetos e obras da
prefeitura, pois a comunidade precisa saber onde está sendo aplicado os
recursos oriundos do pagamento de impostos. No entanto, essa divulgação não
deverá onerar os cofres públicos ou será prioridade em relação a execução de
uma obra. Resumidamente, esse é o conceito que aplicaremos na área de
publicidade da Prefeitura. Fazer mais com a menor quantidade de recursos
possíveis, mas sem deixar a população desinformada.”
Candidato Leonardo Hoff (PP) – Em todos os debates, visitas
e encontros com a comunidade tenho afirmado que vamos utilizar os recursos para
publicidade institucional de forma mais modesta, com foco nas pessoas e na
cidade, e não para propaganda de feitos e realizações de governo. Novo Hamburgo
tem dívidas milionárias com o Ipasem (R$ 280 milhões) e com o Governo do Estado
(R$ 150 milhões). Tem um rombo de R$ 18 milhões de fornecedores em atraso
somente na FSNH, e precisa melhorar suas ações para atender a população, desta
forma não pode se dar ao luxo de gastar tanto em publicidade. Redução será
drástica.
Candidato Luis Lauermann (PT) – Dizer que gastamos milhões
em publicidade e deixamos obras paradas é tentar incutir nas pessoas frases
fáceis e pouca reflexão sobre o que envolve o tema, além de uma já colocada
opinião de quem questiona. Mas é muito fácil desdobrar esta opinião disfarçada
de pergunta. Basta consultar os últimos governos de outras administrações e
comparar com a nossa. Ficará evidenciado que fomos o governo que,
proporcionalmente, menos gastou com publicidade. Embora o contrato tenha
previsto gastos de até R$ 3 milhões, o que não significa recursos liberados,
segundo a SEMFAZ, o que foi empenhado até hoje foi bem menos, chegando a uma
média de gastos de R$ 322 mil por ano. Além disso, é importante reforçar que a
estrutura do governo abrange mais de 30 áreas em que se envolvem programas de
governo, utilidades públicas e campanhas de saúde, educação, trânsito, entre
outros. Ou seja, são mais de 30 áreas que necessitam ser divulgadas para que as
políticas públicas alcancem a comunidade, das mais diferentes formas. E muitas
ficam de fora, pois não há Orçamento que permita a devida divulgação de tantas
situações dentro de uma Administração. Quanto as obras, apenas tivemos
situações pontuais em função de empreiteiras que deixaram ou abandonaram seus
contratos oriundos de licitação. Nesses casos, após divulgada a desistência,
uma nova empresa assume e a obra continua. Já quanto ao Orçamento
Participativo, assim como já esclarecemos em outras oportunidades, a cada ano a
Prefeitura precisa, até por força de leis orçamentárias, realizar e elencar na
Lei Orçamentária Anual os investimentos, previsões de receitas e despesas.
Dentro desse quadro de compromisso com as contas públicas, são colocadas as
demandas do Orçamento Participativo. Como coordenador do processo mais
democrático que a cidade já viu posso garantir que todas as obras previstas
sairão do papel, mas sempre colocaremos os investimentos dentro de um processo
de saúde financeira, já que quando nosso governo assumiu a Prefeitura na
primeira vez em 2009, administrações passadas, sem o mesmo compromisso com as
contas públicas, deixaram uma dívida impressionante que levava nossa cidade
para um quadro de grandes dificuldades financeiras.”
Candidato Mauro Brochier (PMN) – Não enviou resposta.
Candidato Paulo Ritzel (PMDB) – “Certamente não
gastaremos esse absurdo em publicidade. Nunca antes na história desta cidade se
gastou tanto com publicidade. No meu primeiro mandato como prefeito não
precisamos disso, pois minhas obras falavam por si só. As pessoas andavam pelas
182 ruas que asfaltei, utilizavam os seis postos de saúde que criei, sem filas,
como em Canudos e Santo Afonso, tinham suas crianças estudando nas oito escolas
e 147 salas de aula que construí. Ações falam mais do que palavras. E assim
será o meu mandato: fazendo mais do que falando, como sempre fui”. No
nosso governo, nós teremos seriedade na administração das verbas públicas, como
já fizemos anteriormente. A publicidade, será efetuada somente em momentos em
que a comunidade precisará deste serviço. Como, por exemplo: vacinação,
campanha da dengue, divulgação de regiões que podem ser inundadas em consequência
das chuva e emergências epidêmicas. Ou quando a Defesa Civil precisar.
Candidato Rafael Schüler (PSOL) – “Nós do PSOL
acreditamos que o crescimento dos gastos com publicidade institucional da
prefeitura reflete o isolamento do prefeito e de sua administração da
comunidade e dos bairros da cidade. A população precisa ser lembrada todo tempo
de que existe um prefeito na cidade, pois este não está presente na sua vida
cotidiana, tampouco seus secretários, que se isolam em seus gabinetes no Centro
Administrativo, alguns deles sem contato sequer com o prefeito municipal. Nós
temos defendido nos debates e nas nossas participações na imprensa a proposta
de que mensalmente o prefeito e todos os seus secretários municipais realizem
assembleias comunitárias nos bairros de Novo Hamburgo. Essa medida,
relativamente simples e de baixo custo, permitirá grande interlocução da
comunidade com a administração, reduzindo a necessidade de publicidade
institucional da prefeitura. Queremos realizar em Novo Hamburgo uma
administração precursora de uma nova forma de administrar as cidades,
preocupada não com o resultado da próxima eleição, mas com a melhoria efetiva
da vida das pessoas através da ampliação de instrumentos de participação da
comunidade nas decisões fundamentais do prefeito. Acreditamos que uma
administração pautada por estes princípios, ganhará publicidade gratuita, não somente
nos jornais e rádios da cidade, mas nas conversas cotidianas da população e nas
redes sociais. O PSOL quer governar com o povo e para o povo, e por isso,
certamente poderemos reduzir substancialmente os gastos com publicidade
institucional, pois a população será parte do nosso governo, não necessitando
ser lembrada de que existe uma prefeitura e um prefeito na cidade.”























