O domingo trouxe muitos fatos relevantes para o futuro do Brasil. Fiz a minha lista de dez destaques, mas confesso que foi muito complicado e teria outros para colocar na lista.
1) Institutos de pesquisa. Principalmente no Rio Grande do Sul os erros foram grosseiros. José Ivo Sartori (PMDB) incrivelmente subiu mais de 15 pontos em uma semana. Há uma semana era o terceiro colocado e obteve mais de 40% de votos dos gaúchos. Da mesma forma, para o Senado Olívio Dutra aparecia como favorito nos últimos dias e perdeu por mais de 120 mil votos para Lasier Martins. E assim foi em vários Estados. Os erros dos institutos de pesquisa foram criminosos.
2) Segundo turno. Debate envolvendo dois candidatos é vital para o futuro do Brasil. Não há tempo para piadinhas,
conversa fiada ou
nanicos radicais. Os
dois candidatos com o mesmo tempo no rádio e TV. Igualdade de forças.
São projetos, ideias, soluções e alternativas. Isso vale para o
Brasil – Dilma Rousseff (PT) x Aécio Neves (PSDB) – como para
o governo do Estado – José Ivo Sartori (PMDB) e Tarso Genro (PT).
3) PSDB em São Paulo. Os tucanos vão para o sexto mandato seguido. Alternância no poder é positivo. Ou não?
Depende? Para os paulistas, o PSDB merece um sexto mandato seguido.
4) Manuela D`Ávila – Com mais de 220 mil votos, ela é um fenômeno das urnas. A comunista venceu mais uma disputa, agora na Assembleia Legislativa. E puxou mais dois desconhecidos na sua coligação: Juliano Roso (PCdoB / 17.091 votos) e
Miguel Bianchini (PPL / 13.515 votos).
5) Jardel. O ex-centroavante gremista está eleito deputado estadual. Fez 41.224 votos. Todos legítimos. Vai melhorar a política esta renovação? Dificilmente. Mas são votos. E devem ser respeitados. Mesmo com alguma dor.
6) São Leopoldo. O município tinha uma
deputada
estadual – Ana Affonso (PT) – e dois deputados federais – Ronaldo Zulke (PT) e Alexandre Roso (PSB). Nenhum se reelegeu. Os votos foram muito divididos pelos candidatos da cidade. Ruim para os leopoldenses.
7) Fixinha. O sapateiro João Fischer, o Fixinha (PP), vai para seu sexto mandato como deputado estadual. Ele vai completar 24 anos seguidos na Assembleia Legislativa. Algum mérito deve ter. Ninguém se reelege seis vezes gratuitamente, ainda mais neste ano que tinha a concorrência do ex-prefeito Nelson Spolaor (PT).
8) Os polêmicos. Um trio de deputados federais polêmicos foi reeleito e seguirá na Câmara dos Deputados.
Luiz Carlos Heinze (PP) – que se manifestou detonando
gays, índios e outras categorias; Sérgio Moraes (PTB) – que já disse se lixar para a opinião pública; e Maria do Rosário (PT), feroz
defensora dos Direitos Humanos de criminosos, mas nem sempre com mesmo ímpeto defendendo os cidadãos de bem.
9) Giovani Feltes (PMDB). Para deputado estadual, em 2010, ele fez 55.276 votos. Pois agora, para deputado federal, saltou para 151.406 votos. O ex-prefeito de Campo Bom mostrou força e carisma. Foi o quarto mais votado.
10) PT x PMDB. As duas siglas são aliadas no governo federal. E as duas siglas prometem duelar até as últimas consequências pelo governo do Rio Grande do Sul no embate Sartori (PMDB) e Tarso (PT). Como entender isso? São as mesmas siglas, as mesmas letras. Sartori (PMDB) é anti-Dilma. E como agirá Michel Temer (PMDB), que é vice de Dilma (PT)?
Ficará ao lado da sigla que comanda ou vai defender o partido "adversário", mas do qual faz parte na aliança? A política brasileira dá apenas mais um exemplo da sua precariedade.
























