Mistério e indefinição cercam a montagem do primeiro escalão do governo do prefeito eleito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP).
Faltando menos de dez dias para começar a nova gestão do Executivo hamburguense, poucos nomes foram confirmados oficialmente.
Como base de comparação, em São Leopoldo, o secretariado do prefeito eleito, Heliomar Franco (PL), já foi anunciado – cerca de 20 nomes foram divulgados.
Como outra comparação, no seu primeiro mandato como prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt realizou um grande ato de apresentação do secretariado do seu primeiro governo em 20 de dezembro de 2016. A apresentação ocorreu na Câmara de Vereadores para a imprensa e convidados – conforme registrado pelo Portal Martin Behrend: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
NOMES
Leitores do Portal Martin Behrend já vieram questionar os motivos dessa demora. Alguns nomes foram divulgados e receberam uma confirmação odo prefeito:
Vanir de Mattos (Advogado) – Procuradoria-Geral do Município
Andrea Schneider Pascoal (Advogada) – Secretaria Municipal de Governança, Gestão e Desburocratização
Gislaine Pires (Ex-conselheira tutelar) – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social
Rosalino Seara (Delegado de Polícia aposentado) – Secretaria Municipal de Segurança
Anderson Bertotti (Guarda municipal e suplente de vereador) – Secretário Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano
Paulo Kopschina (Ex-vereador e ex-candidato a prefeito) – Diretor-geral da Comusa – Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo
CONTATOS
Há uma semana, a reportagem teve um contato com Finck para confirmação de mais nomes, só que não houve o anúncio.
Nesta segunda-feira (23), ocorreu um contato com o vice-prefeito eleito, Gerson Haas (PL), sobre esta indefinição. Haas respondeu via WhatsApp: “Nomes que ainda faltam estão em análise para anúncio brevemente.”
MOTIVOS DE DEMORA
Na última semana, a reportagem do Portal Martin Behrend apurou com diferentes fontes da área política e também de pessoas próximas aos partidos envolvidos na coligação os motivos para a demora em ser apresentado o time que vai comandar Novo Hamburgo junto com o prefeito Finck. Foram apontados diferentes motivos:
– Pegando as coligações que concorreram na eleição de outubro, Gustavo Finck não tem a maioria na Câmara de Vereadores para aprovar projetos. Ele precisa atrair outros partidos para o seu governo. Isso representa oferecer cargos estratégicos no primeiro escalão. Pelo menos um vereador eleito por outra coligação foi convidado para assumir uma secretaria municipal, mas ainda não teria aceito para poder avaliar o alcance de sua atuação.
– Os cinco vereadores eleitos que são aliados de Finck desde a campanha são: Cristiano Coller (PP), Juliano Souto (PL), Giovani Caju (PP), Deza Guerreiro (PP) e Joelson de Araújo (Republicanos). Para se ter maioria simples em votações, o ideal é ter oito parlamentares aliados. Em votações mais complexas, são necessários dez para aprovações.
– Os outros nove vereadores eleitos, que estiveram ao lado de diferentes candidatos a prefeito na campanha, são: Felipe Kuhn Braun (PSDB), Eliton Ávila (Podemos), Professora Luciana Martins (PT), Irmão Enfermeiro Vilmar (Podemos), Ito Luciano (Podemos), Ricardo Ritter, Ica (MDB), Enio Brizola (PT), Daia Hanich (MDB) e Nor Boeno (MDB). Alguns destes nomes têm histórico de, em troca de cargos, aderirem ao governo municipal independente de ideologia. Então, as costuras seguem acontecendo.
– Padrinhos políticos – deputados estaduais e federais – também estão trazendo indicações de nomes, inclusive de fora da cidade. Há o interesse de dar projeção a aliados da região. São mais nomes a serem analisados.
– Gustavo Finck tem intenção de cortar gastos com as secretarias municipais, mas com tantas indicações e costuras políticas, não vem sendo fácil equacionar e acomodar interesses. É preciso achar espaço para os aliados da campanha e também para novos aliados.
– Duas viagens de Gustavo Finck adiaram decisões. O prefeito eleito esteve por quase duas semanas na comitiva do governador Eduardo Leite pelo Japão e China. Depois, participou de evento em São Paulo. Mesmo com toda tecnologia à disposição para reuniões e definições, aliados comentaram que muitas decisões só ocorreriam com Finck estando de forma presencial. Com isso, as viagens postergaram definições do secretariado.
– Essa demora começa a preocupar algumas lideranças de partidos aliados, tendo que vista que a gestão assume em 1º de janeiro e muitos compromissos na Prefeitura seguem em ritmo normal, sem férias ou descanso.
























