Demorei para escrever algo sobre a declaração da presidente da República, Dilma Rousseff, em encontro com representantes de mais de 120 países na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na terça-feira desta semana. Demorei porque ainda não acreditei.
Lá pelas tantas da sua fala, a maior autoridade do país, falando em nome de 200 milhões de brasileiros, condenou o bombardeio dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico (EI) na Síria e Iraque. “Eu lamento profundamente isso. O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU”, disse.
Em parte, a presidente Dilma tem razão: embora a ONU esteja cada vez mais desacreditada, não se pode ignorar regras, tratados e combinações internacionais. E os Estados Unidos, que gostam de bancar a nação da liberdade, do respeito, dos ideais, estão cada vez mais fora da lei neste aspecto. A moral dos Estados Unidos está lá embaixo quando se trata de respeito a decisões da ONU.
Contudo, propor um diálogo com monstros, terroristas, abutres, homens diabólicos que estão sacrificando inocentes locais e estrangeiros, filmando e se lambuzando de prazer como se abatessem um simples inseto? Dialogar com esses seres inomináveis, presidente Dilma? Que tal se pegassem sua filha, colocassem de joelho e a imagem seguinte fosse o rosto dela decapitado repousando sobre o peito? Diálogo? Que afirmação absurda e irresponsável. Uma intervenção militar é necessária, sim. O EI comete crimes contra a humanidade envolvendo inocentes!
Ao mesmo tempo, esta declaração da presidente Dilma não surpreende. Estamos vivendo o período mais sangrento e violento da história recente do Brasil. Crianças, idosos, homens e mulheres inocentes são abatidos por quadrilhas, gangues e criminosos que se sentem encorajados a cada novo tiro. São cerca de 60 mil homicídios por ano no Brasil – só hoje teremos cerca de 150 assassinatos no país! E a presidente Dilma? Dialogando. Enquanto ela dialoga, mais inocentes perderão a vida hoje: taxistas, cobradores de ônibus, enfermeiros, carteiros, médicos, engenheiros, empresários…
Enquanto a presidente dialoga, o Brasil vai enterrando inocentes assassinados. Enquanto a presidente quer dialogar, mais pescoços de inocentes estão sendo cortados pelo Estado Islâmico.

























