Novo Hamburgo poderá ter o atendimento na área da saúde, incluindo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), prejudicado na próxima semana. O impasse envolve a negociação salarial dos servidores junto à Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH). Uma das lideranças dos servidores, Angelo Louzada, publicou ontem no Facebook uma foto de ambulância do Samu estacionada no Hospital Municipal informando que a saúde de Novo Hamburgo está em estado de greve.
Louzada confirma: se as negociações não avançarem, na próxima semana a categoria poderá paralisar as atividades. Na terça-feira (19.05) está prevista a realização de outra Assembleia Geral da categoria, onde poderá ser deflagrada a greve ou, então, será definido o fim do estado de greve a partir do avanço da pauta em negociação. Tanto no Hospital Municipal como em outras unidades de saúde do município, como UBS e Caps, servidores da FSNH estão trabalhando com um pano preto no braço em sinal de protesto e confirmando o estado de greve. O atendimento à população, por enquanto, não está comprometido.
A principal queda de braço dos servidores é com a “dama de ferro” da saúde de Novo Hamburgo, Simone Zucolotto. Sem cativar e nutrir a simpatia de dezenas de servidores do município, a presidente da FSNH segue imperturbável na sua trajetória de melhorar o atendimento aos hamburguenses nas diversas frentes de atuação. Conforme relatei na semana passada no blog – http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=698 –, ela forçou a demissão do então secretário da Saúde, Luís Carlos Bolzan; indicou sua mãe, dra. Suzana Ambros Pereira para o cargo; ordenou a expulsão da vereadora Patrícia Beck (PTB) do Hospital Municipal; e não comparece à Audiência Pública realizada na Câmara de Vereadores. Não atender as demandas e solicitações dos servidores ou negociar de forma justa seria apenas mais um rompante daquele que manda e desmanda na saúde do município.
O que os servidores da saúde estão descobrindo é aquilo que os professores municipais já se deram conta: o governo do prefeito Luis Lauermann (PT) está sem liderança e vive novo momento de intensa fragilidade. Os professores, após entrarem em estado de greve e paralisarem temporariamente as atividades, não avançaram na questão central da pauta de reivindicações e
entraram em greve há duas semanas. Agora, será a vez dos servidores da saúde duelarem com um governo atordoado, onde os vereadores da base estão saltando fora do barco e fazendo de tudo para evitar vínculos que possam comprometer uma reeleição.
