A publicação de uma mensagem sobre um suposto ataque em escola de Novo Hamburgo segue tendo vários desdobramentos. O diálogo localizado na Dark Web (Deep Web) espalhou o pânico em vários municípios da região, criou o caos na tarde de quinta-feira (7 de agosto) e suspendeu as aulas no município nos dias 8 e 11 de agosto.
A falta de respostas e esclarecimentos mais claros por parte da Prefeitura de Novo Hamburgo continua gerando dúvidas na comunidade. Até porque, uma semana depois, o Executivo anunciou um pesado investimento – comprovando, mais uma vez, que não existe calamidade financeira em Novo Hamburgo.
Várias respostas seguem em aberto:
– Quem publicou a mensagem na Dark Web?
– Por que a Prefeitura não revela os diálogos para a comunidade?
– Nas próximas mensagens de ameaças a Prefeitura voltará a fechar todas as escolas?
– Faltou competência da Prefeitura em conduzir o caso ou deixar vazar a mensagem anônima para espalhar o pânico tinha outro objetivo?
– Por que o Governo do RS, com as mesmas informações da Prefeitura, foi categórico em não fechar as escolas estaduais, enquanto as escolas municipais foram fechadas por determinação do prefeito Gustavo Finck? Aliás, vale conferir abaixo a avaliação do governador Eduardo Leite sobre fechar as escolas.
– Foi a Prefeitura de Novo Hamburgo que tomou sozinha a decisão de fechar as escolas ou foi orientada por outro órgão?
Estes questionamentos já foram feitos pelo Portal Martin Behrend para a Prefeitura de Novo Hamburgo. Contudo, não houve interesse em esclarecer estas pautas para a comunidade.
INVESTIMENTO
Diante de tantas incertezas e dúvidas, esse contexto ganha um novo componente. Nesta quinta-feira (14), a Prefeitura de Novo Hamburgo apresentou o projeto Escola Segura. O Portal Martin Behrend divulgou as ações que serão implementadas pelo município: https://martinbehrend.com.br/novo-hamburgo/prefeitura-de-nh-anuncia-medidas-e-investimentos-envolvendo-seguranca-nas-escolas .
Existem medidas bem importantes e efetivas, com planejamento de execução e outros detalhes. Um dos aspectos que chama a atenção é que, uma semana após o pânico espalhado, o governo municipal anunciou mais de R$ 11 milhões para o Escola Segura.
Para uma Prefeitura que diz estar em calamidade financeira – conforme já mostrado pelo Portal Martin Behrend, isso não se confirma em razão dos milhões de reais que estão sendo gastos com CCs políticos –, é um caminhão de dinheiro. O Executivo vai abrir o cofre para diferentes gastos e contratações. Basta ver o que está anunciado no programa. Do nada, quem vai lucrar com isso?
E como ficam as empresas fornecedoras da Prefeitura que estão com seus pagamentos atrasados há três ou quatro meses, e que podem fechar as portas? Como não havia dinheiro para reajustar os salários dos servidores? Como contratar mais 30 guardas se, supostamente, não tem dinheiro para reajustar dos atuais? E a buraqueira da cidade, que não tem recursos para resolver? E os cortes nos eventos culturais, prejudicando a economia da cidade? E a falta de estrutura na área da saúde? Nesta semana, um prestador de serviços da Prefeitura disse para a reportagem que último pagamento realizado foi de abril, e que o Executivo não informa quando vai normalizar. Então, de onde vem tanto dinheiro?
São mais perguntas que ficam em aberto diante de uma mensagem sobre um suposto ataque em escola.
GOVERNADOR EDUARDO LEITE
Na sexta-feira passada, o jornalista Martin Behrend publicou um comentário no Portal fazendo a sua avaliação sobre o que estava acontecendo. Um dos principais pontos em sua análise foi a diferença de procedimentos entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Novo Hamburgo. Ao manter as escolas abertas, será que o governador e as equipes do Estado colocaram em risco os milhares de jovens hamburguenses da rede estadual?
Nesta semana, Leite esteve anunciando novidades na área da educação no Teatro Feevale, em Novo Hamburgo. Na coletiva de imprensa, ele explicou os motivos de manter as escolas abertas. Na sua fala, fica registrada uma crítica velada à forma com que o prefeito de Novo Hamburgo conduziu o caso. Aliás, Finck declarou que iria pedir pro governador manter as escolas fechadas – o que não se concretizou.
Confira a seguir a manifestação do governador, onde ele afirma: “A gente não pode simplesmente fechar as escolas. Nós identificamos que não é a prática adequada.”
Clique e ouça abaixo a fala de Eduardo Leite:
Essa avaliação do governador traz uma reflexão: se a mensagem não vazasse, não teria pânico. Sem pânico, as escolas seguiriam abertas – assim como ficaram as escolas da rede estadual, que receberam reforço de segurança. E, sem pânico, não precisaria gastar milhões de reais repentinamente.
Uma outra reflexão também é a falta de competência e qualidade da gestão municipal para gerenciar a situação, tendo perdido o controle do que estava ocorrendo. São apenas duas reflexões entre tantas possíveis.
Relembre o comentário do jornalista Martin Behrend: https://martinbehrend.com.br/colunistas/suposto-ataque-governo-do-rs-mantem-escolas-abertas-e-governo-finck-perdeu-o-controle .

























