Uma nova intervenção da Prefeitura de Novo Hamburgo pretende acabar, em definitivo ou próximo disso, com um histórico de piscinão na Rua Casemiro de Abreu, no Centro, ao lado do Carrefour.
São anos de um cenário se repetindo: em dias de chuva forte, a água não escoa e fica acumulada por dias, dificultando a vida de pedestres e motoristas. A água fica parada sobre o passeio público e ocupa vagas de estacionamento. É um piscinão.
No começo deste ano, o Portal Martin Behrend registrou que a Prefeitura estava projetando um hidrojateamento no local, mas os problemas persistiram – relembre a matéria produzida: https://martinbehrend.com.br/novo-hamburgo/era-para-estar-solucionado-ruas-de-novo-hamburgo-voltam-a-apresentar-piscinoes .
TROCA DE TUBULAÇÃO
Em nova e mais profunda intervenção no local, a Secretaria de Obras Públicas e Infraestrutura (SMOPI) finalizou, nesta terça-feira (12), a troca da canalização pluvial da Rua Casemiro de Abreu. O serviço foi iniciado na última semana e busca reduzir os alagamentos crônicos da via.
De acordo com o diretor administrativo da SMOPI, Caíque Machado, o problema se deve às condições precárias da tubulação já existente, com danos nos canos e caixas. Para resolver, foi construída uma nova estrutura, conectando à outra rede na rua, e guiando até o Arroio Luiz Rau. A foto abaixo da obra é de Weslei Fillmann/PMNH.

“É um local que registra alagamentos em quase toda chuva que atinge a área central, justamente por esse problema na estrutura da canalização pluvial. Concluído o serviço, a situação deverá ser resolvida por completo”, amplia Machado.
SUGESTÃO DE ALUNOS
Dentro desse contexto de melhorar a drenagem da cidade, Uma proposta simples, de baixo custo e com potencial para gerar grandes resultados está sendo desenvolvida por estudantes do 9º ano da Escola Municipal de Ensino Básico (EMEB) Presidente Getúlio Dorneles Vargas, no bairro Rincão.
Enzo dos Santos, Miguel Barbosa e Ray Antunes idealizaram o projeto “Menos Lixo, Mais Consciência: Telas nos Bueiros, Atitudes que Mudam uma Comunidade”, que visa prevenir o entupimento da rede pluvial e reduzir os impactos ambientais causados pelo descarte irregular de resíduos nas vias públicas.
A ideia surgiu durante as atividades da disciplina Articulação dos Saberes e Orientação à Pesquisa, que incentiva o desenvolvimento de estudos interdisciplinares e práticos. Observando os alagamentos frequentes no bairro e a grande quantidade de lixo acumulada nas bocas de lobo, os estudantes propuseram a instalação de telas protetoras para reter resíduos sólidos antes que alcancem o sistema de escoamento da água da chuva.

Segundo os jovens, a medida não apenas facilita a remoção do lixo pelos serviços de limpeza urbana, como também evita que materiais poluentes atinjam rios e córregos. Para viabilizar a iniciativa, eles estabeleceram parceria com a Diretoria de Esgotos Pluviais da SMOPI, que contribui com orientação técnica, apoio institucional e possibilidade de implementação prática. O projeto será integrado às intervenções já realizadas pela Comusa no programa “O Rio Começa Aqui”, reforçando a conscientização ambiental.
O professor Robson Almeida destaca a importância da ação. “Esse projeto é de extrema relevância, pois propõe soluções práticas, eficazes e viáveis para o cuidado com o nosso bairro e com a cidade como um todo”, destaca. “Para mim, o mais importante é o movimento que se cria a partir dessa ação: a possibilidade de dialogar com a comunidade, de envolver as pessoas e promover uma maior consciência ambiental”, complementa o professor.
A proposta seguirá em desenvolvimento ao longo do segundo semestre, com novas etapas de pesquisa e aplicação. Para os idealizadores, a iniciativa é um exemplo de como a educação pode gerar impactos concretos e transformar o espaço urbano. “Menos lixo, mais consciência” é o lema que move o projeto e que pode inspirar outras comunidades a adotarem práticas sustentáveis.
























