Morreu empresário Epifânio Loss, fundador de grande indústria em Novo Hamburgo

Ele também ficou conhecido pela sua paixão pelo Grêmio

Epifanio Loss para sessão de fotos da Revista Expansão, em 2007

Foi confirmada, na noite desta terça-feira (17), o falecimento do empresário Epifânio Loss, 71 anos.

Ele vinha enfrentando um tratamento contra o câncer e faleceu em hospital de Porto Alegre.

Epifânio foi o fundador da Rubberloss, com sede no bairro Rondônia, em Novo Hamburgo. Era natural de São José dos Ausentes. Deixa três filhos: Rafael, Camilla e Anna Carolina.

A Rubberloss iniciou sua trajetória em 1993, quando tinha o nome de Termoloss, tendo duas máquinas e quatro colaboradores.

Ele também era conhecido pela sua paixão pelo Grêmio. Ele adquiriu as casamatas do Estádio Olímpico e trouxe para sua propriedade em Lomba Grande, bairro rural de Novo Hamburgo. Há alguns anos, Loss se aproximou da política e chegou a ser cotado como pré-candidato a prefeito a Novo Hamburgo.

O velório está previsto para começar às 8 horas desta quarta-feira (18) na Capela Ecumênica do Crematório e Cemitério Parque Jardim da Memória, com cerimônia de cremação às 18 horas.

SOBRE A RUBBERLOSS

Fundada por Epifânio, a Rubberloss é especializada na fabricação de solados, saltos e tacos a partir de resinas tais como TR, EVA, TPU, ABS, PS, PVC, Borracha, entre outros.

Foi a primeira empresa do mundo a produzir borracha vulcanizada a partir da extrusão de peletizados. Atualmente, a maioria das marcas esportivas utiliza esse sistema.

Em 2021, uma reportagem do Portal Martin Behrend destacou um investimento milionário que a Rubberloss estava realizando: https://martinbehrend.com.br/investimento/industria-de-novo-hamburgo-investe-milhoes-em-maquinas-e-vai-gerar-ate-100-empregos-diretos .

NOTA DO EDITOR

No começo de 2007, eu era editor da Revista Expansão. Tive a oportunidade de fazer uma longa entrevista com Epifânio Loss. Ele ficou encantado com o texto. A manchete na capa da Expansão foi: “Epifânio Loss: os filhos como fonte de inspiração”. E ali nasceu uma amizade, que rendeu outros textos – inclusive para um livro do Grêmio. Ele me convidou para escrever sua biografia. Não consegui. Descanse, gremistão! Abaixo está a capa da edição de março de 2007 da Expansão.

 

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