Renner, C&A, Americanas, Vivo, Claro, Samsung, Superlegal Brinquedos, McDonald´s, Subway, Burger King, Yoshake, Centauro, Paquetá, Panvel, Gang, Aduana, O Boticário, Cinemark… É necessário admitir que esse é um time poderoso de marcas e lojas.
Todos estes acima citados – e outras marcas – possuem operações no Bourbon Shopping, localizado em frente à Estação Novo Hamburgo da Trensurb.
Ocorre que, cada vez mais, esse grupo vai perdendo vizinhos dentro do centro comercial localizado na região central de Novo Hamburgo.
Se antes da pandemia já haviam espaços vazios e desocupados, a chegada do vírus ampliou a presença de tapumes em todos os andares do Bourbon Shopping. “Em um dos corredores, a sensação é que todo mundo está de saída”, descreve a funcionária de uma loja.
Nos últimos meses, o Portal Martin Behrend passou a receber questionamentos de leitores sobre o futuro do Bourbon Shopping. O mais recente chegou no domingo passado:
“Você sabe alguma coisa do Bourbon
Shopping Novo Hamburgo? Ele será vendido? Vai fechar? Vai abrir outra coisa no
lugar? Caminhando pelo centro vejo muita gente se questionando sobre isso. Nas
idas ao shopping tenho observado que ele está cada vez mais
abandonado, com muitas lojas fechadas ou vagas para locar, e cada vez menos
público frequentando o shopping. Até mesmo a Kalunga, que foi inaugurada não
faz muito, foi fechada…Isso pode ser resultado da pandemia que estamos
vivendo?”
AVALIAÇÃO
Durante esta semana, a reportagem conversou com alguns comerciantes e empresários que possuem negócios no shopping. Na opinião deles, o fim da pandemia deve representar um sopro de novos tempos, mas algumas situações precisam ser diferentes.
Há uma avaliação de que é preciso buscar novos negócios – na área de lazer e prestação de serviços, por exemplo – já que, durante a pandemia, muita gente conheceu, gostou e migrou pro e-commerce.
Um dos comerciantes menciona que três lojas de informática fecharam as portas no Bourbon. “As pessoas se acostumaram a comprar esses equipamentos pela internet”, exemplifica.
Por outro lado, o cinema continua sendo um exemplo positivo para atração de público para o centro comercial. Alguns visitantes acabam consumindo na praça de alimentação e outros aproveitam para compras pontuais. É um efeito cascata de consumo, movimentando a economia de diferentes estabelecimentos.
Uma questão observada pelos empresários consultados é que o I Fashion Outlet acabou atraindo parte dos consumidores ávidos por compras de marcas, já que várias grifes estão instaladas no empreendimento do Grupo Iguatemi, às margens da BR-116. É um complicador nesse complexo cenário de posicionamento do Bourbon.
MANIFESTAÇÃO
O Portal Martin Behrend m também fez contato com a direção do Bourbon Shopping, através da assessoria do Grupo Zaffari.
Foram enviados vários questionamentos pela reportagem: “O Bourbon Shopping vai fechar em breve? O local será vendido? Se não for fechar, tem alguma mudança radical para atrair novos negócios? No projeto do Boulevard Germânia vai ter um shopping. Quando ele abrir, este do Centro será fechado?”
Sem se manifestar objetivamente sobre as perguntas enviadas, a direção do grupo empresarial enviou o seguinte posicionamento:
“Como é de amplo conhecimento, o segmento do varejo se
aproxima de dois anos de desafios operacionais derivados, em geral,
pelas medidas preventivas adotadas em virtude da pandemia. Alguns
segmentos sofreram muito nas suas atividades, enquanto outros
conseguiram diminuir um pouco estas dificuldades.
Um exemplo importante
são as operações ligadas ao lazer, cultura e entretenimento, como os
cinemas, que ainda estão carentes da disponibilidade de filmes, e que só
agora começam aos poucos a retomar sua agenda.
As
lojas ligadas às atividades de alguns tipos de serviços, como estética e
bem-estar, foram também muito atingidas. Os grandes magazines, por sua
vez, tiveram dificuldades com a manutenção do suprimento habitual. Nos
restaurantes e lanchonetes, também foram preocupantes as normas
implementadas, que geraram diminuição de fluxo e dos espaços para
atendimento.
Enfim,
todos os lojistas habituais que formam a diversidade de um shopping, de
alguma forma, tiveram perdas importantes. E este universo de desafios é
ampliado para a importante decisão de abrir novas frentes, novas lojas,
novas operações, e que ficou postergada para outro momento. O principal
objetivo de todos os empreendedores foi o de manter suas operações
existentes funcionando.
Mas o varejo tem naturalmente um processo de
renovação contínua que aos poucos está
recomeçando. Novas oportunidades surgem com a readequação dos custos
negociados e que implicam diretamente no resultado destas operações em
centros comerciais. Todos se adequaram e agora percebem claramente a
sinalização de uma caminhada para a normalidade.
Em Novo Hamburgo, como
em muitas outras cidades importantes, a retomada está iniciando nos
centros comerciais que atendem demandas e abastecimentos de produtos,
serviços e tantas outras atividades para a região.”
EXEMPLO DE CANOAS
Dentro dessa projeção de retomada do varejo, um exemplo positivo vem do ParkShopping Canoas, da Multiplan.
O centro comercial de Canoas anunciou, nesta semana, que reforçou seu mix com mais de dez novas operações que já estão em
funcionamento.
Para quem procura artigos para casa, a Jardim dos Aromas,
a Casa Maria e a tradicional Imaginarium são as grandes novidades. “As
pessoas passaram a valorizar ainda mais o conforto e o bem-estar por
permanecerem por um longo período em casa. Então a chegada de novas
lojas desse segmento acompanha as tendências de consumo e o desejo dos
clientes”, destaca a gerente de marketing do ParkShopping Canoas, Débora Ziegler..
