Em maio de 2022, a empresária hamburguense Edela Land lançou seu primeiro livro.
A obra “Por onde o sapato me levou” tem viés de biografia e traz relatos inéditos, curiosos e reveladores sobre bastidores e viagens envolvendo negócios no setor calçadista.
Edela tem mais de 50 anos de atuação no setor, tanto no mercado nacional quanto atuando no exterior, com grandes trabalhos nas exportações e muitas viagens internacionais.
Após a primeira impressão de 500 livros, as vendas esgotaram. Então, ela fez uma segunda impressão com mais 500 exemplares, e as vendas seguem ocorrendo.
Desde o lançamento, Edela recebeu diferentes retornos e avaliações da obra. Resgates sentimentais, fatos inusitados e curiosos e uma trajetória de superação chamam a atenção dos leitores. Edela já foi convidada para palestras em empresas e entidades, e continua obtendo feedbacks da sua obra.
RELATO SURPREENDENTE
Mas, foi no mês de novembro, que ela recebeu o mais surpreendente e emocionante relato do alcance do seu livro.
Edela Land conta a seguir, com exclusividade ao Portal Martin Behrend, este episódio.
“Cada dia é um dia a mais de vida, e depois dos 70 anos e num
mundo tão violento como o nosso, é uma vitória.
Mas tem dias que nos reservam alegrias especiais.
Quando lancei meu livro POR ONDE O SAPATO ME LEVOU, recebi
muitas encomendas a serem postadas. Assim, eu ia seguidamente aos Correios, na agência do Centro de Novo Hamburgo, na Avenida Pedro Adams Filho.
Quase sempre era o mesmo atendente que despachava meus livros. Um dia ele perguntou se eu tinha uma livraria, já que postava tanto. Expliquei que, neste caso, eu era a escritora, a empacotadora,
a financeira, a que postava, tudo em uma pessoa só. Em razão de todo esse envolvimento, ele pediu para comprar um livro
para presentear a esposa dele, que gostava de ler. E assim foi feito.
Depois de vários meses, voltei aos Correios para pegar uma
encomenda. Então, esse atendente veio me cumprimentar efusivamente – o que me deixou muito surpresa. Foi nesse momento que ele me contou o
seguinte:
‘Minha esposa e eu ficamos 20 dias no segundo andar de
nossa casa, ilhados pela enchente, sem luz e sem água, sendo socorridos pelo
serviço de emergência, que nos levava o que comer e beber. E a única coisa que tínhamos para nos
divertir era o seu livro. Primeiro, minha
esposa leu todo para mim. Ao final, chegamos à conclusão de que, se a senhora passou
tantos perrengues, nós também iríamos lutar.
Seu livro foi um alento.
Num segundo momento, quando acordávamos e seguíamos isolados pelas águas, decidíamos para
onde viajar naquele dia. Um dia escolhíamos Itália, outro dia China, e assim
por diante (meu livro está dividido por capítulos das experiências em cada
país). Assim, ela lia para mim,
analisávamos os relatos, por vezes rimos, choramos, e aguentamos aquele período viajando com tua história de vida…’
Ele agradeceu muito, e eu fiquei muito emocionada, sem palavras.
Por fim, já saindo, ele gritou:
– Não pare de escrever, por favor!
Será?
























