A segunda-feira (30) começou com um leve aumento de
movimento nas ruas de Novo Hamburgo.
Em diferentes bairros, alguns estabelecimentos de prestação de serviços e indústrias, que
estavam fechados há mais de uma semana, voltaram a atender. Contudo, o que se
percebe são muitas restrições e limitações neste primeiro dia.
Essa nova perspectiva tem duas referências: um decreto municipal e um decreto estadual – que também atingiu indústria e comércio.
Um dos embasamentos é o Decreto 55.149, de 26 de março de 2020,
assinado pelo governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB), e publicado na sexta-feira (27).
O citado decreto alterou o Decreto n º 55.128, de 19 de março
de 2020, que declara estado de calamidade pública em todo o território do
Estado do Rio Grande do Sul para fins de prevenção e de enfrentamento à
epidemia causada pelo COVID-19 (novo Coronavírus).
Uma dos trechos que entrou em vigor diz:
V – determinar que os estabelecimentos
comerciais e industriais adotem sistemas de escalas, de revezamento de turnos e
alterações de jornadas, para reduzir fluxos, contatos e aglomerações de
trabalhadores, adotem as providências
necessárias ao cumprimento das diretrizes sanitárias de distanciamento
interpessoal de, no mínimo, dois metros, observadas as demais recomendações
técnicas determinadas pelo Ministério da Saúde ou pela Secretaria da Saúde,
observem, no que couber, as medidas de que tratam a alínea “g”
do inciso I e as alíneas “a”,” b”, “c”,
“e”, “f ” e “h” do inciso IV do art. 3º deste
Decreto e orientem seus empregados de modo a reforçar a importância e
a necessidade:
a) da adoção de cuidados
pessoais, sobretudo da lavagem das mãos, da utilização de produtos assépticos
durante o trabalho, como álcool em gel setenta por cento, e da observância da
etiqueta respiratória;
b) da manutenção da limpeza dos
instrumentos de trabalho;
Um dos trechos em vigor no decreto:
XI – Fica determinado que os estabelecimentos comerciais excepcionados no inciso I e industriais adotem sistemas de escalas, de revezamento de turnos e alterações de jornadas, para reduzir
fluxos, contatos e aglomerações de trabalhadores, bem como implementem medidas de prevenção
ao contágio pelo COVID-19 (novo Coronavírus), disponibilizando material de higiene e orientando
seus empregados de modo a reforçar a importância e a necessidade:
a) da adoção de cuidados pessoais, sobretudo da lavagem das mãos, da utilização de produtos
assépƟcos durante o trabalho, como álcool em gel setenta por cento, e da observância da etiqueta
respiratória; e
b) da manutenção da limpeza dos instrumentos de trabalho
Aqui está a versão consolidada e atualizada do decreto, com as atividades que podem funcionar: file:///C:/Users/mbehr/Downloads/Decreto%20n.%209.169-2020%20-%20atualizado.pdf
Com isso, prestadores de serviços e industriais estão criando coragem
para retomar suas atividades.
Em uma ronda realizada pelo Portal Martin Behrend na manhã desta segunda-feira, alguns registros:
– Duas empresas de consertos de peças com as cortinas de ferro
abertas, mas com as portas de vidro fechadas. Colado na porta estavam orientações sobre o decreto. Cliente precisa bater na porta e ficar na
calçada aguardando atendimento. Nem todos colaboradores estão atuando e nem
todos os serviços estão sendo realizados.
– Padaria está com os vidros abertos, mas a grade de ferro permanece fechada.
Clientes fazem suas encomendas do lado externo.
– Comércio de roupas está com boa parte das cortinas de
ferro fechadas, mas a porta principal está aberta. A informação apurada é que
apenas os colaboradores estão atuando.
COMERCIANTES
Ainda existem muitos comerciantes e prestadores de serviços temendo problemas de
contágio da Covid-19.
A reportagem conversou e ouviu três prestadores de serviços/comerciantes, que
pediram para não serem identificados. Um resumiu assim sua angústia: “As
clientes precisam experimentar as peças de roupa. Quantas pessoas podem tocar
nestas peças? E se uma tiver coronavírus? Vou esperar o decreto municipal liberar.”
Um outro comerciante e prestador de serviços de uma área autorizada a funcionar trouxe duas
reflexões: “Será que se algum funcionário pegar Covid-19 e morrer serei chamado
de assassino por alguns? Ou, se tudo der certo e conseguir junto com meus
funcionários passar esta crise, alguém vai me agradecer por ter aberto e
trabalhado e lutado junto com eles para passar esta crise que está por vir?”
Uma comerciante da área de alimentação afirmou: “Neste primeiro
momento vamos fazer ajustes internos com a equipe. Até porque tem pouca gente
circulando. Temos de pensar na prevenção. Acreditamos que vamos divulgar
a reabertura mais para o meio da semana”, frisou.
De um cabeleireiro hamburguense recebi o seguinte comunicado: “Diante da
nova situação que atravessamos venho comunicar que volto a trabalhar amanhã
(31), obedecendo todas as normas de segurança e higiene, bem como
disponibilizando álcool gel na entrada do salão e respeitando um intervalo
maior entre um atendimento e outro.”
6 DE ABRIL
Cabe ainda destacar que a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV) vem defendendo a retomada com força da atividade econômica no Estado para 6 de abril: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/7616/titulo/aci-move-acao-judicial-visando-a-moratoria-de-tributos-federais-e-defende-retomada-da-industria-gaucha-em-6-de-abril .
Esta data já vinha sendo trabalhada por diversos setores, conforme registrado na semana passada pelo Portal Martin Behrend: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/7589/titulo/a-data-6-de-abril-segunda-feira .

























