O cultivo de oliveiras no Rio Grande do Sul é relativamente
recente. Começou nos anos 2000 e vem prosperando sustentado pela paixão e
dedicação de empresas e produtores envolvidos.
O plantio existe em mais de 60 municípios do Estado,
principalmente na região Sul. A estimativa é que a área plantada alcançou sete mil
hectares no começo deste ano, segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva)
Mas tem também desenvolvimento em outras regiões – o que
assegura diferentes características.
É no município de Bom Jesus, nos Campos de
Cima da Serra, que fica o pomar de oliveiras do azeite de oliva extra virgem
Gaita.
A implantação do pomar ocorreu no ano de 2014. “Este ano é a
primeira safra que estamos comercializando o azeite de oliva”, comentam os irmãos
empreendedores Matheus Costa De Boni e Frederico Costa De Boni, moradores de
Novo Hamburgo
Sendo a família natural de Bom Jesus, eles mantiveram
uma ligação próxima ao campo e as coisas da terra. Desta forma, enxergaram na
olivicultura uma oportunidade de diversificação para a propriedade rural
associando, assim, trabalho e paixão. “Sempre fomos entusiastas em tudo que se
relaciona a culinária. Foi uma grande oportunidade de desenvolver um produto de
alta qualidade”, explicam. Com o pomar em Bom Jesus, a base comercial fica no
Vale do Sinos – Campo Bom e Novo Hamburgo.
E estar numa região alta e com temperaturas mais baixas
favorece o produto? Segundo os empreendedores, o pomar do azeite Gaita (foto abaixo) possui
um terroir diferenciado, pois situa-se perto dos 1.000 metros de altitude. “Temos
uma boa amplitude térmica e, em função do frio, o amadurecimento de nossas
azeitonas é tardio, o que permite uma colheita em temperaturas amenas. Esses
fatores trazem maior complexidade e qualidade para o nosso azeite”, detalham.

Eles reforçam que a colheita, bem como a triagem das
azeitonas que vão para o lagar, é realizada de forma manual. “A extração cumpre
todos os parâmetros para se produzir um azeite de oliva extra virgem de alta
qualidade”, asseguram. Em tempo: lagar é o espaço (oficina) com os aparelhos
adequados para espremer frutos como uva ou azeitona, reduzindo-os a líquido.
Os empreendedores vislumbram um mercado consumidor com muito
potencial. O Brasil importa cerca de R$ 1 bilhão ao ano em azeitonas e
azeite.
Só aí se tem uma dimensão do quanto pode circular em compras da
produção. “Vislumbramos um grande mercado tendo em vista que o Brasil
importa quase a totalidade do azeite de oliva que consome. Entendemos que no
atual momento, antes de concorrentes, temos outros parceiros, pois a
olivicultura com viés comercial é relativamente nova no Brasil e ainda temos
muitos desafios a serem superados, seja do ponto de vista agrícola ou
mercadológico”, avaliam.
O Rio Grande do Sul representa aproximadamente 65% da produção de azeitonas e de azeite de oliva no Brasil. Neste ano, a colheita deve render entre 800 mil e 900 mil quilos de azeitonas – estimativa do Ibraoliva.
GAITA
E a pergunta é inevitável: por que o azeite se chama Gaita?
Matheus e Frederico explicam a inspiração. “Através do nome gaita queremos
mostrar que nosso produto é brasileiro e rio-grandense. A gaita nos remete as
nossas origens, pois veio da Europa assim como nossos antepassados. A gaita também
está associada a música e aos bons momentos e memórias que temos de nossa
família. E para brindar tudo isso, viemos a descobrir que a gaita é o
instrumento musical símbolo oficial do Rio Grande do Sul”, esclarecem.
O azeite está disponível para venda no site www.azeitegaita.com.br ou através do perfil
no Instagram @azeite_gaita .


























