Milhões de brasileiros desempregados. Milhões vivendo na
miséria. Faltam recursos para tantas áreas e praticamente toda população sofre
com isso. Mas algumas mentes iluminadas parecem indiferentes a tudo isso.
É nesse cenário de muito sofrimento que alguns professores –
servidores públicos, pagos com dinheiro dos brasileiros – estão criando na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – universidade pública
sustentada com o dinheiro dos brasileiros – o curso “O Golpe de 2016 e a Nova
Onda Conservadores no Brasil”.
É um curso pago pelo dinheiro dos brasileiros para mentir.
Não houve golpe em 2016. Teve o impeachment de uma presidente da República,
Dilma Rousseff (PT), amparado na Constituição Brasileira. Todos os mecanismos
de defesa e prazos foram observados. Não foi golpe, foi impeachment previsto na
Constituição.
E é muito fácil desmascarar essa farsa de alguns professores
da UFRGS. Em 1992, ocorreu o impeachment de Fernando Collor de Mello. A mesma situação.
O mesmo ritual. O mesmo desfecho: o presidente caiu. Na época, PT, PDT, PCdoB e
outros lideraram o impeachment de Collor. Ou seria golpe? Ah, em 1992 foi
legítimo o impeachment? Já em 2016 o mesmo impeachment é golpe. Nem todos são
ignorantes, iluminados mestres da UFRGS. Criem vergonha na cara.
O fato é que caiu uma representantes de alguns “esquerdistas
caviar”. E aí militantes infiltrados no papel de educadores ficaram perturbados, descontrolados. A propósito: não é só na UFRGS esse movimento. Em outras universidades pelo Brasil o curso também está sendo oferecido. É o caviar esquerdista descontrolado…
Vergonha! Vergonha! Professores pagos com o suor do trabalho
dos brasileiros, dentro de uma universidade sustentada pelo suor do trabalho dos
brasileiros, decidem lecionar uma mentira. É lamentável. Aliás, se não ocorreu
uma reação da direção e de outros professores da UFRGS ficará claro: é o
pensamento predominante, afinal, quem cala consente.
Ter um debate de ideias, criar seminários ou atividades para discutir a situação do Brasil é algo propositivo. O que não pode é servidores públicos publicizar uma mentira só porque eles não gostaram do desfecho. Reforço: se com Dilma foi golpe, com Colllor foi golpe. Cadê a disciplina pra estudar o golpe do Collor, alguém sabe, alguém viu? Ah, mais aí era PT, PCdoB, PDT que lideraram a derrubada, então, foi impeachment. Vergonha!
Na década de 1990, tive professores na Unisinos que tentaram
me doutrinar. Alguns, atuaram como sindicalistas, outros no governo Tarso
Genro. Escapei da doutrinação cega. Não sou de direita. Não sou de esquerda. E
também não sou um idiota que aceita calado uma aberração deste tamanho.
E quando meus filhos forem estudar a História do Brasil, já
deixo registrado: é bom as escolas recomendarem bibliografias decentes, e não
literaturas que vão difundir uma mentira.

























