Se a disputa mundial, eliminatórias e amistosos fossem de bondade,
educação, saúde, honestidade, teríamos uma competição sadia sem divisão dos povos
e sim com ganhos de convergência e espírito colaborativo.
Imagino as pessoas, hipoteticamente, concorrendo: Madre Teresa de
Calcutá, Chico Xavier, Buda, Schindler, Galileu Galilei, Divaldo Franco, Jesus
Cristo, Krishna, Oswaldo Cruz, Bezerra de Menezes, Dalai Lama, Albert
Schweitzer, King, Sathya Sai Baba e tantos outros anônimos que, certamente,
compareceriam em peso nessa “disputa”.
Fico imaginando os times: Generosidade S.A., Amabilidade S.A., Caridade
S.A., Misericórdia E.C., Perdão C.R., Paz Inf., Felicidade Best., Saúde Mensana.,
Compreensão D.E., Flexibilidade O.C., Moralidade M.M., Ética E.C., Família S.A.,
Igualdade M.E., Simplicidade S.N.…e assim vai.
Seriam muitas partidas “jogadas” com as
melhores das intenções! Não sei se haveriam perdedores e ganhadores, mas
imagino que o bem se espalharia de uma forma nunca antes vista, principalmente,
nos corações dos espectadores, já que os jogadores transbordam nesse quesito.
A primeira tarefa seria convencer eles a participar. Acredito que seria
bem fácil: venham conosco auxiliar na semeadura de um mundo melhor! Cada um do
seu jeito, da sua forma, da sua crença e princípios, nos fariam um bem danado!
Mais interessante ainda seriam as entrevistas coletivas: Jesus, como foi
“duelar” com o Dalai Lama? Me atrevo em responder: meu filho, amai o próximo
como a si mesmo, sem olhar a quem! Duelar porque, não somos inimigos! Somos
parceiros da Fraternidade Universal!
É interessante perceber que quando o assunto é a melhora do mundo a
curto, médio e longo prazo, cada vez mais há o engajamento das pessoas que
“acordaram do pessimismo”.
Fazer o bem não é mais um assunto chato a ser
escutado e sim uma premissa a ser realizada!
Até o mercado de trabalho está cada vez mais focado em propósitos de
vida e de empresas e em suas consequências à sociedade. Uma Copa do Mundo
nesses moldes não seria de mau grado! A questão é: será que o troféu seria de
ouro e, se fosse, seria aceito pelo ganhador? Ou doado?
Temo em responder essa questão mas imagino que não haveriam “brigas de beleza pessoal”. Ao
contrário, a gentileza seria a tônica do debate e a caridade a meta maior.
E os patrocinadores, quem
seriam? Marcas do bem? Para quem?
Em épocas de verdade, fakenews e transparência, seria difícil o público
engolir uma incoerência. Acredito no ser humano e entendo que é nossa tarefa
dar condições àqueles que não têm, de desenvolver a sua escolaridade,
discernimento e espírito crítico. Oportunidade de aprender a desaprender para
reaprender!
Há como deixar de entender
que nesse mundo colaborativo a maior premissa é colaborar?
Colaborar em todos os sentidos: materialmente falando e psicologicamente
exercendo. Como não estender a mão a alguém que tem qualquer necessidade e que
pode retribuir em intensidade o nosso brado?
A individualidade, que permeou e permeia
ainda nossas relações e convivências, começa a dar lugar a uma sociedade de
somas, multiplicações e aquisições: de amizade, aprendizado e de apoio!
Em poucos meses em minhas novas atribuições e funções, percebo que o
mundo está cada vez mais em busca desta integração. A miopia de muitos será a
cegueira de amanhã.
E a cegueira de amanhã será curada com o exemplo
do bem querer sem nada exigir. Há sempre esperança!
A história da Humanidade e sua contagem de tempo aos cristãos, denota de
uma passagem de alguém que amou e exerceu seu amor em uma época de vingança e
brutalidade.
Há tantos sinais ao nosso redor de que essa Copa do Mundo já se realiza
em nossa casa, nosso trabalho, nossa sociedade, que não a enxerga quem não a procura, pois o bem se sustenta por si só!
As pessoas citadas no início já se foram, em maioria, e seu legado de
ensinamentos e exemplos se mantém vivos em todos os lugares.
Há impressão de que o bem
está perdendo essa batalha. É mesmo uma batalha?
Em realidade o mal (a falta do bem), como o escuro é a falta da luz,
sabe fazer marketing melhor e é bem mais ousado. Não deveríamos ter permitido
tal façanha! Permitimos sem notar ou sem participar efetivamente desse aparente
alastramento! Se errar é aprender, o mal se torna um professor ao sábio em
construção!
Ainda é tempo de jogar essa Copa do Mundo de bondade e replicar a
amorosidade em todos corações que alcançarmos. Nunca esqueçamos: o mundo é a
soma das pessoas que nele habitam! Ele reflete seus moradores!
E aí, vamos mudar a Copa do Mundo?
César Silva é professor, consultor, mentor,
articulador, inspirador de rumos, empreendedor e empolgado com causas
agregadoras.
Head of Business @cesarsilvasimplesmente, Professor/Tutor
Externo Uniasselvi, Conselheiro da Fenac S.A.
Artigo publicado no
portal www.martinbehrend.com.br . Disponível em www.cesarsilvasimplesmente.com.br.
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