Se quisermos! O
mundo estava com a humanidade baixa.
Essa a
afirmação de um talento local, Tiago Schmidt, presidente do Conselho de
Administração da Sicredi Pioneira-RS, na live com Dado Schneider, sobre a pandemia e a nova interpretação da pirâmide das necessidades de Maslow.
Um banho de
água quente nesse mundo de Deus: acalento, carinho, pessoas e cooperação. O
quente é gostoso. É humano.
A economia sem
toque desponta. Já existia. É aquela que não depende da interação humana de
forma direta. É preciso repensar, refletir e agir. Digital com presença física.
É o fim do limite entre on e off.
Em seu artigo
ao New York Times, Tim Wu, reforça a importância de cuidarmos amplamente das
pessoas que fazem esse tipo de economia funcionar. Sejam quem opera com a logística,
saúde, educação, segurança e outras áreas.
Além, é claro,
daqueles da economia presencial e, principalmente, na frente de batalha contra
o vírus. Pensar nas pessoas além das personas.
O
momento é revolucionário ou evolucionário?
São 10 anos em
1. Decisões “arrastadas” foram trazidas a prioridade total. A saúde pública,
combalida por corrupções e desatenção, está no centro do que é essencial: a
vida!
A falta de
competência e desleixo de vários “cidadãos” em cargos públicos, eleitos
historicamente, foi escancarada. O Brasil de verdade apareceu: falta de visão
de longo prazo, investimentos eleitoreiros, interesses financeiros escusos e
corporativismo corroendo as entranhas da população: sem saneamento básico,
educação de qualidade e segurança adequada. É o mínimo denominador comum da
matemática.
Se fosse uma
empresa estaria quebrada. Sabe a razão?
Não
atende o irrisório aos clientes: aos cidadãos.
Igualmente, a
falta de envolvimento da população, além da eleição, escancarou o que o mundo
já sabia: somos uma comunidade interdependente.
A máxima
“pimenta nos olhos dos outros é refresco” explodiu em nossos rostos. Estamos no
mesmo barco e podemos ir a UTI do dia para a noite. Com chances de não voltar. Ou seja:
Não basta votar.
É necessário participar, fiscalizar, cobrar. Ser cidadão 24 horas por dia.
Desresponsabilização foi a regra das mortes.
NORMAL E ANORMAL
A morte é
objeto de diversas histórias, estudos, filosofias e ciências. O medo e o
instinto de preservação, movimentam montanhas imexíveis há 6 meses atrás.
Quando
a dor é a alavanca: relaxa e aguenta!
Só muda quando
aperta no pescoço. Quando dói no bolso. Quando há risco de morte. Patético. Todos
questionam tudo agora. Calma! Foco é necessário. Começando por si mesmo, foco
deste artigo. É preciso ser antifrágil: aprender com as crises.
Há outras
formas de desacomodação. Experimentar é uma delas. É simples e efetivo.
Testar uma nova
realidade, a princípio assustadora, termina normalmente, em alternativas
aceitas. E o melhor: sem retorno às origens. Quer um exemplo?
Martha Gabriel,
em um de seus estudos e análises, reflete a realidade do Home Office durante a
pandemia, resumindo em um card as conclusões da pesquisa Buffer and Visual
Captalist:
– 98% gostaria
de trabalhar remotamente durante algum tempo pelo resto das suas vidas;
E os maiores
benefícios do trabalho remoto são:
– 32%: horário
flexível;
– 26%: poder
trabalhar em qualquer lugar;
– 21%: sem
deslocamentos de casa para o trabalho;
– 11%: tempo
com a família;
– 7%: trabalhar
em casa;
– 3%: outros;
Em 1995 foi meu
primeiro Home Office. A questão é:
Com
tantas alternativas existentes, por que estávamos relutantes? Experimentar o
desconhecido precisa ser dolorido?
Há uma faceta menos atraente e mais triste. Em pesquisa retratada no site Veja
Saúde, em 18 de maio ela aparece:
– 47%: afirmam ter dificuldade em relaxar;
– 23%: não conseguem dormir bem;
– 50%: preferem ver tv;
– 48%: preferem ler;
– 31%: praticam exercícios físicos;
– 18%: meditam;
Doenças mentais se ampliam. Nesse sentido, as cartilhas da Fiocruz podem
ajudar. Elas tratam de dicas e orientações sobre saúde mental durante a
pandemia: https://www.fiocruzbrasilia.fiocruz.br/coronavirus-e-saude-mental-tire-suas-duvidas-aqui/.
Desafiar-se permanentemente ao desconhecido é uma bela
prevenção!
A REALIDADE APARECE
Um ambiente híbrido se descortina. O que pode ser realizado on-line será.
O que necessita de contato humano, coexistirá. Todos estarão mais seletivos em
suas escolhas e, principalmente, com seu dinheiro.
Um mundo mais
ágil surgiu. Basta ver as decisões governamentais. A tecnologia se tornou mais
democrática. As lideranças estão decidindo com dados e tecnologia. Temos o
mundo em nossas mãos e telas. Muitos perceberam agora.
Ou melhor:
fizeram as conexões em sua mente. Era só conectar os pontos. Steve Jobs na
veia! Reflexão e conhecimento. É só fazer a roda girar internamente. Depois você
inventa outra.
Ao mesmo tempo,
a imaginação se tangibiliza com o lançamento da SpaceX de Elon Musk em
cooperação com a Nasa. É o início da demonstração de que quase tudo pode ser
realizado: basta visionar.
Os robôs
virtuais já auxiliam em cada smartphone. O quê? Já convivo com eles!!
Como bom
gaúcho, digo:
BAH!
Há milhões entre nós! Vai estudar isso!
O que “resta”
na vitrine?
O
SER HUMANo.
Exposto. Em
todos os sentidos. Em suas realidades pessoais e coletivas. Em resumo: fica
claro quem tem ou não consistência. Ah…o estudo permanente!
Arthur Bender,
em palestra no Congresso Internacional do PGQP 2019, afirmou categoricamente:
– Há um excesso
de celebridades e uma carência de referências;
– Há riqueza de
informação e anorexia de conhecimento;
Forte.
Contundente. Real. E aí? Se mexe!
É o momento de
repensar as prioridades. O mundo antes da pandemia não existe mais. É a hora do
desapego: largar o que não é essencial. E:
Decidir
o que não fazer.
E o que fazer:
aprender sempre. Com iguais e diferentes. Sem jurisdição.
O mundo do
trabalho mudou. Se sua vida era só o trabalho: Bah! A minha já foi assim!
Surpresa: há
vida além do trabalho! Aprenda a viver de novo! Por que não?
Novas
referências com o nosso melhor. Conectado!
ENCOBERTO OU DESCOBERTO?
É preciso, como
afirma Silvio Meira, em palestra no Anprotalks-1/2020: apreciar a diversidade
de forma equilibrada. Uma diversidade de ambientes, ideias, pessoas e
realidades. Com inovações que mexem nas crenças e convicções.
E há uma
realidade exposta por Domenico de Masi em seu livro Uma Simples Revolução, de
2016. Velho, não?
Ideia ótima é
ideia útil. Não tem relação com a idade. Mindset restritivo: se afaste!
Ele reflete
sobre uma vida plena e bela a se descortinar na pós-modernidade:
“Uma
vida bela é aquela em que as paixões ressurgem e se renovam sempre; em que o
risco nunca deixa de atrair nossa curiosidade; em que todos os eventos –
inclusive o trabalho – assumem a modalidade de jogo, com as suas regras e as
suas apostas, os seus riscos e os seus azares, as suas destrezas e os seus
golpes de sorte, os seus felizes imprevistos e os seus momentos de reflexão.
Assim,
o limite não é mais aquele rígido, até então determinado pelas matérias-primas
disponíveis na natureza, mas é aquele, bem mais flexível, determinado pela
capacidade humana de idealizar e criar.” YESSSSSSSS…esse é meu!! Hehe!
Heller, artigo
no referido livro, em homenagem a filósofa húngara Agnes Heller, reflete sobre
as necessidades quantitativas e qualitativas do ser humano.
Longe de ser um
resumo do que ocorreu ou está ocorrendo com a humanidade. É um ponto de
inflexão em uma curva que se perdeu na intimidade de cada um de nós.
As escolhas
feitas e as que precisamos fazer. Lembra: Novas referências com o nosso
melhor. Conectado?
Segundo Agnes,
há as necessidades qualitativas, base desse mundo em frangalhos e evolução:
O dinheiro, o
poder e a posse.
Elas não têm
fim e são estimuladas a partir da comparatividade entre as pessoas. É a base da
competição por espaço. Não tem relação com o desafio desbravador. Liberdade!!!!
Se Desafie!
Ela afirma,
categoricamente, que precisamos ter atitudes e novas escolhas para uma vida
melhor, desviando grande parte dos nossos impulsos e dos nossos desejos para
necessidades de outro gênero, marcadas pela qualidade, não pela quantidade.
Ela aponta
cinco necessidades qualitativas fundamentais. De Masi complementa com as 2
últimas, as quais transcrevo livremente:
Necessidade
de introspecção
“Requer
que de vez em quando possamos nos isolar do mundo para nos voltar para nós
mesmos e refletir sobre nosso destino.”
Necessidade
de Amizade
“Requer
que uma parte de nós se realize por meio de pessoas confiáveis, capazes de
completar a nossa vida com a delas.”
Necessidade
de Amor
“Exige
uma relação exclusiva, ardente, avassaladora com uma pessoa que nos pareça
diferente de todas as outras e, mais do que qualquer uma, digna da nossa
dedicação incondicional.”
Necessidade
de Distração
“Abre
espaço à criança que existe dentro de nós, com os seus assombros, as suas
curiosidades, as suas aventuras, as suas ingenuidades.”
Necessidade
de comunidade e de convivência
“Exige
que nos reconheçamos em coletividade étnica, geográfica, política e ideológica.
De algum modo capaz de nos fazer sentir parte de um todo pelo qual valha a pena
empenhar-se.”
Necessidade
de beleza
“Exige
a nossa volta um universo de sinais e de objetos coerentes com a nossa
sensibilidade.”
Necessidade
de serenidade
“Exige
respeito recíproco e consciência de fugacidade escrita no nosso destino humano.”
De Masi afirma
que é preciso desenvolver um senso de moderação para utilizá-las e reforça: sabedoria
não é tudo.
Quantidade
ou qualidade em vida?
UMA PIRÂMIDE REINVENTADA
Voltando a live
no Instagram da Sicredi Pioneira-RS com Dado Schneider, dia 10 de junho de 2020.
Sim!!! Lives são fonte de informação segura!! Escolha bem!!
Ele apresenta
uma releitura da pirâmide da hierarquia das necessidades de Maslow, clássico
estudioso das motivações humanas, em uma época em que se desenvolviam as
teorias e fundamentos da administração.
A pirâmide
original trata de cinco estágios, de baixo para cima: necessidades
fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de auto-realização.
Era um estudo
focado no ser humano em um mundo iniciando a globalização. O crescimento e o
gigantismo das companhias, ampliou a carência de atenção aos seus
colaboradores.
Hoje a
globalização é uma realidade, a vida em rede uma necessidade e a cooperação uma
obrigatoriedade. Dado sugere a seguinte releitura, de baixo para cima:
1.
Necessidade de Cuidar-se
2.
Necessidade de Adaptar-se
3.
Necessidade de Cooperar
4.
Necessidade de Criar
5.
Necessidade de Voar
É a síntese das
possibilidades que todos temos em uma época de compartilhamento e abundância.
Mente aberta e aprendizado. Ousadia e realização de sonhos. Em um momento de
escassez chega a ser uma provocação. Necessária!
Lembra: Novas
referências com o nosso melhor. Conectado?
Agora deu tempo
de realizar o que estava nas gavetas de nossos mais profundos desejos e sonhos:
SAI POEIRA!
Você
Aproveite as
oportunidades sem ser oportunista. Ferramentas e possibilidades, há! Sem
limites. E barato!
Caro é escolher
o pior para si e para o mundo. As consequências retumbarão em todos. Nunca
estivemos sozinhos e agora, nunca mais estaremos desconectados.
Comunidade e
fraternidade são as palavras do momento: uma era de consciência coletiva.
Ah, querido Francisco de Assis! Quase 700 anos depois!
É hora de
repensar o eixo de nossa atenção e desvelo. É o momento das escolhas mais
difíceis e reveladoras.
Perdidos ou
achados: não importa. Se perder é bom para encontrar novos caminhos. O seu
lugar no mundo não está esperando: cabe a você construir. O visionário Peter
Drucker sempre defendeu essa máxima.
A busca da
felicidade dá lugar ao propósito exercido. Ou como nos afirmou o poeta e
escritor argentino, Jorge Luis Borges:
Então
plante seus próprios jardins e decore sua própria alma, em vez de esperar que
alguém lhe traga flores.
Faça sua vida
ser significativa. Crie momentos imperdíveis. Seja você!
E aí,
Humanidade: HUMAN?
Ouse em SI Maior: consciente e colaborativo!
César Silva é
Escritor, Professor, Consultor, Mentor de Negócios PMBM/Softex e Advisor. Ajudo
empreendedores em sua Jornada rumo ao Crescimento com Conteúdo.
@cesarsilva.oficial / Linkedin: César
Silva
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