O sonho de um novo aeroporto para impulsionar o turismo na Região das Hortênsias e favorecer o escoamento da produção industrial na Serra gaúcha permanece vivo.
Em reunião na manhã de segunda-feira (7), no auditório da Prefeitura de Gramado, lideranças políticas como o prefeito Fedoca Bertolucci (PDT), o senador Luiz Carlos Heinze (Progressistas), o secretário de Planejamento de Caxias do Sul, Fernando Mandadori, e Rodrigo Postiglione, da diretoria de Política Urbana e Infraestrutura da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul discutiram questões relacionadas à localização de uma aeroporto de atendimento regional.
A área está definida: é na localidade de Vila Oliva, em Caxias do Sul, quase na divisa com Gramado.
Números apontam que mais de um milhão de pessoas por ano passam pelo aeroporto de Porto Alegre em direção à Serra Gaúcha. O Aeroporto Regional irá duplicar esse número. Os projetos de acesso viário ao aeroporto já estão encaminhados.
TRÂNSITO
Na abertura do encontro, o prefeito Fedoca disse que Gramado sediava com curiosidade o evento, para conhecer o projeto na área da aviação civil comercial a ser apresentado. “Não temos preferência por nenhuma cidade. Gramado quer um acesso rápido aqui para nossa cidade, de modo que a gente não sofra essas misérias típicas do trânsito de Porto Alegre para Gramado”, resumiu.
Aliás, esse é um dos principais pontos que impulsionam o aeroporto: os turistas não precisariam mais desembarcar no Aeroporto Salgado Filho, e ter de se deslocar por mais de duas ou até três horas até Gramado e Canela. Com isso, haveria alívio em rodovias saturadas, como BR-116 e ERS-239.
RECURSOS
Já o senador Heinze explicou que a discussão com as cidades de Caxias do Sul, Gramado e Canela, em torno do aeroporto regional, vinha de 2010 (governo Dilma, PT) e que Vila Oliva (Caxias) havia vingado. “Temos R$ 196 milhões previstos no orçamento. Precisamos empenhar R$ 1 milhão até novembro, dezembro, para fazer o projeto definitivo. O projeto não é definitivo, tem é estudo realizado” disse.
Ele lembrou que o atual Aeroporto de Caxias do Sul não permite ampliação em razão da localização e da falta de espaço.
O senador também revelou que, em contato com o prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB), abordou questões como a construção da estrada ligando Caxias à Vila Oliva, e que tem mantido contato com proprietários de terras na região, tratando de eventuais desapropriações.
Outros pontos citados no encontro foram a respeito da estrada de ligação no território de Gramado (Gramado à Vila Oliva), opção por novos trajetos e construção de uma ponte de 800 metros de extensão com 200 metros de altura na parte gramadense.
“Caxias do Sul já iniciou o alargamento das vias do trecho por entender que essa ligação será fundamental para atender o futuro Aeroporto Regional da Serra Gaúcha. Precisamos diminuir as distâncias e dar mobilidade aos turistas e, para isso, é necessária uma infraestrutura compatível com a quantidade de visitantes que a Região das Hortênsias recebe. Além disso, essa nova ligação viária entre Caxias e Gramado também valoriza economicamente a nossa região”, destacou o secretário municipal do Planejamento de Caxias do Sul, Fernando Mondadori, .
Foram apresentados projetos e localizações dos investimentos, confirmando que as projeções se encaminham para viabilizar o aeroporto.
PRESENÇAS
Além das lideranças precitadas, o vice-prefeito Evandro Moschem (MDB), o presidente da Câmara Municipal, vereador Rafael Ronsoni (Progressistas), secretários municipais, os ex-prefeitos Nestor Tissot e Jorge Bertolucci, vereadores de Gramado e de Caxias do Sul, e empresários ligados à Visão Agência de Desenvolvimento Gramado; Abrasel Hortênsias; Gramado, Canela Convention & Visitors Bureau Região das Hortênsias e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Gramado prestigiaram o encontro.
AEROPORTO REGIONAL
O novo aeroporto projetado pela Secretaria da Aviação Civil (SAC) possuirá um terminal de passageiros de 4,7 mil metros quadrados, com 500 vagas. O pátio terá 26 mil metros quadrados, permitindo aeronaves em oito posições. A pista terá 1.930 metros de extensão por 45 metros de largura.
Está em aprovação o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/RIMA) junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), para elaboração das licenças ambientais. O Projeto de Avaliação de Impacto ao Patrimônio Arqueológico (Paipa) já foi aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
























