Eu gosto bastante da história de Novo Hamburgo. E fiquei bastante surpreso com uma reportagem de Zero Hora sobre o título da Catedral Basílica São Luis Gonzaga. Ou seria, apenas, Catedral São Luiz Gonzaga…
Numa rápida pesquisa pela internet, diversos sites e portais vão indicar que Novo Hamburgo tem uma basílica.
Está lá: Catedral Basílica São Luiz Gonzaga, no Centro.
Entre os sites que indicam, está do Turismo da Prefeitura de Novo Hamburgo, Wikipedia, IBGE, Tripadvisor e da própria São Luiz.
DIFERENÇAS
Em reportagem da revista Superinteressante, é explicada a diferença entre catedral e basílica:
“Eis a hierarquia dos templos católicos: igreja designa o local em que o padre exerce influência sobre uma paróquia (equivalente administrativo a um bairro). A catedral é a principal igreja de uma diocese (conjunto de paróquias), de onde o bispo repassa aos padres as instruções do papa. Ou seja, só há catedral com bispo. Por fim, a basílica é uma igreja pomposa, com relíquias e estrutura para receber o papa. Para uma catedral virar basílica, só com aprovação do papa.” A fonte de consulta da revista é o Cardeal Orani João Tempesa. Leia mais em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/qual-a-d…
DIVULGAÇÃO
Conforme consta nas redes sociais da São Luiz, o templo é identificado como Catedral Basílica São Luiz Gonzaga.

Num site da São Luiz, também há a afirmação sobre a condição de basílica:

O registro completo está neste link: https://catedralsaoluizgonzaga9.webnode.page/a-cat…
REPORTAGEM
A minha surpresa veio em 16 de dezembro de de 2022. Eu li uma reportagem da jornalista Karina Dalla Valle, em Zero Hora, no final do ano passado, mas estava tudo tão corrido e nem repercuti.
A matéria foi: “Chamada de basílica há três décadas, igreja de Novo Hamburgo não tem documento que comprove a titulação do Vaticano”.
Há alguns dias, numa reunião familiar, o tema das igrejas entrou na roda de conversas e lembrei dessa reportagem da Karina Dalla Valle.
O texto começa assim: “Tida como basílica há mais de três décadas, a Catedral São Luiz Gonzaga, em Novo Hamburgo, não tem documento que comprove o título nos arquivos do Vaticano”.
A jornalista conta que queria contar a história das até então três igrejas chamadas de basílicas no Estado. Além da considerada Catedral São Luiz Gonzaga, a insígnia é dada ao Santuário Nossa Senhora Medianeira, em Santa Maria, e à Nossa Senhora das Dores, em Porto Alegre.
Ocorre que, no transcorrer da apuração das informações, a jornalista não encontrou e nem recebeu os documentos confirmando a condição de basílica para a igreja hamburguense.
Não há registros na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e não há registros no Vaticano.
Há, somente, um documento local assinado pelo então bispo Dom Boaventura Kloppenburg, que faleceu em 2009. Ele é a figura central dessa situação.
É a partir de uma iniciativa de Kloppenburg, que não foi localizada pela CNBB ou pelo Vaticano, que a Catedral passou a ser Catedral Basílica. E, se oficialmente jamais foi basílica, popularmente ela passou a ter esse reconhecimento.
A reportagem completa com todos os detalhes pode ser conferida no link de Zero Hora: https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noti…

























