É mesmo interessante como determinadas características
familiares sobrevivem geração após geração, conservando durante anos e anos traços
físicos, e inclinações a determinadas tendências, sejam sociais, artísticas,
esportivas ou culturais, característica bem marcantes, facilmente
identificáveis e com notável presença familiar.
Não é, pois, de espantar quando um garoto de sete anos –
quinta geração de uma identidade que se inicia nos primeiros dias do século
passado – de repente levanta na sala da casa num domingo sonolento e comunica
que “eu vou escrever uma história”. Seu nome é Max Land Behrend, sua idade é
sete anos e frequenta o segundo ano primário da Escola Oswaldo Cruz – aliás, onde
sua bisavó materna foi professora.
O título da história é: A cidade de Novo Hamburgo.
“Era uma vez um homem chamado Max e outro
se chamava Theo. E o pai deles se chamava Martin e a mãe deles se chamava
Juliana. E os amigos dele se chamavam Nicolas, Leo e Vicenzo, e eles brincavam
juntos até as quatro horas da tarde.
Depois a mãe dele chamou para jantar
massinha e foi dormir na sua cama durinha e sua mãe fez massagem nas costas.
No dia seguinte ele acordou e foi comer
um café da manhã muito saboroso e depois foi brincar.
Depois fui almoçar num restaurante no
centro de Novo Hamburgo, brincamos de Lego City, e eu fui embora pra almoçar
polenta e molho de tomate.
Depois eu fui na escola e lá brinquei
muito com os meus amigos e depois a gente se encontrou e brincamos no pátio.
Depois eu fui embora com minha vó e o
meu vô e depois eu fui dormir na casa da minha vó e do meu vô. Fui dormir na
minha cama e no dia seguinte acordei e conheci um amigo novo que se chamava
Eduardo. Fui brincar na casa dele e jogamos vídeo gemidos Vingadores e depois
fui embora pra minha casa e lá olhei TV HD e depois fui dormir na minha cama.
No dia seguinte fui montar o Lego e
depois fui continuando e montando Lego. E de tarde fui na escola e me diverti e
brinquei um monte. Ganhei um parabéns da “profe Rosane” e no final da aula meu
pai chegou na rotatória e eu decidi ir no restaurante e ele achou uma boa ideia
e ele me levou e nós comemos muito e bebemos muito. Depois fomos embora do
restaurante e depois eu fui dormir. Max”
(Obviamente, a ortografia
do original foi corrigida.)
QUINTA GERAÇÃO – Um dos trisavôs de Max é Hans Behrend, fundador do primeiro
jornal de Novo Hamburgo. Uma das trisavós é Francisca Feldmann Pereira Saile,
que foi professora e leva o nome de escola no bairro Roselândia. Um bisavô é
Werner Behrend, Patrono da Imprensa de Novo Hamburgo. Uma bisavó é Clarice Pereira
Behrend, professora. Um avô é autor deste artigo e escreveu para vários
jornais, como O 5 de Abril, Folha de Novo Hamburgo e Jornal de Gramado. Finalmente,
o pai é o jornalista Martin Behrend.

























