Quando apreciamos sua presença sem medo de surpresas e aprendemos a
conviver com a sua existência. Mas a que silêncio estou me referindo?
Ao existencial. Explico.
Vivemos rodeados pelo caos 24 horas por dia. Estamos mergulhados em um
“aquário” barulhento: informações, estímulos, pessoas e tarefas.
Analógica ou digitalmente, não temos descanso. Quando chegamos em casa
após o trabalho, o celular, a televisão, o tablet já se instalam em
nossa rotina, e não permitimos um momento de silêncio diário.
Parece que o vazio nos espanta. É como se estivéssemos programados para
evitar a desconexão ao mundo. Chega a ser uma “anormalidade”. Se
desejamos ser normais, então, a desconexão não me incomodaria: continuo
conectado ao caos.
É como se não houvessem benefícios em “instalar” o silêncio em nossos
hábitos. Em um mundo hiper conectado, é como se tornar uma pessoa
isolada. Então: o silêncio se torna uma desvantagem em uma cultura de
rede.
E se eu disser a você que há vários benefícios em tornar o silêncio uma rotina prazerosa?
Há três benefícios principais:
– A desconexão: o silêncio é uma forma de manter a saúde mental, a
organização dos pensamentos, desintoxicando nossa mente e preparando-nos
para o segundo benefício;
– A conexão: o silêncio ajuda a nos conectar ou reconectar com nossa
essência, permitindo que nosso EU mais profundo esteja em sinergia com
nossa personalidade exteriorizada.
– A ponte: ele é a ponte de acesso a nossa paz interior. É a via que nos leva a um lugar pessoal de plenitude e expansão.
É espantoso perceber o quanto algo simples é tão desconhecido e
inacessível para a maioria das pessoas. Chega a ser uma descoberta a
quem tem coragem de praticá-lo.
Ele é uma ferramenta muito poderosa. A sua utilização se dá de forma
natural ou através da meditação, da reflexão ou da contemplação.
A criação de uma rotina de blindagem diária faz com que ele se instale. É
como respirar quando nadamos. É um breve fôlego durante a jornada.
Reserve 10 minutos de manhã e à noite e fique em silêncio. Ou melhor:
escute você. O silêncio a que me refiro aqui é uma facilitação ao seu
autoconhecimento.
É um pequeno passo em direção ao centro de tudo: você. Nada funciona bem
se seu íntimo estiver em caos, desorganizado, perdido, acuado ou
“vivendo” no automatismo das rotinas.
E o caos tem solução?
De forma alguma. Não há como o controlar ou resolvê-lo! É perda de tempo
e energia fazer isso. É mais fácil aprender a conviver com ele em
estado de paz íntima.
Em resumo: o silêncio é um portal que abre as possibilidades de nossa
alma. É a porta ao universo interior. Aqui estão duas perguntas que vão
gerar uma enorme curiosidade sobre o silêncio:
Todas as escolhas em minha vida são exclusivamente minhas? Quem sou eu?
Se você não conseguiu responder ou as respostas não lhe agradaram,
talvez seja o momento de ficar em silêncio para as descobrir. Simples
assim!
#educação #autogestão #silêncio
Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br
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