Ele ao mesmo tempo é uma baliza de AÇO, um homem de Aço e um palhaço de coração! São facetas da sua representação em nossa vida que se multiplicam mais do que viagem intergaláctica sem limites.
A sua figura, presente ou não neste mundo físico, tem uma importância capital em nossa formação, orientação e, porque não dizer, mentoria. É a sua palavra que acalenta, seu carinho que alimenta, seu sorriso que torna tudo alegre e o braço forte que aguenta.
É a figura que consta em nosso consciente como uma presença alimentadora de coragem e expressão de amor. Por melhor que ele seja ou pior do que tenha feito, nunca será nada além do que uma pessoa que nos recebeu nesse mundo ou nos propôs a vitória sobre ele.
No filme Homens de Honra, em que narra a história do primeiro negro na marinha americana, o pai do ator protagonista afirma a ele, quando da ida ao treinamento: “…quebre velhas regras se for preciso…e quando a coisa ficar difícil…e vai ficar, não desista! Por mim! Nunca!”
São palavras fortes, educativas e inspiradoras, motivacionais, se assim preferirem. Proposição à autonomia, à luta perseverante em busca de objetivos, à força moral, à possibilidade de ter uma vida melhor do que se teve, à inspiração à coragem e à vitória sobre si mesmo. E quem viu o filme ou irá olhar, verá que esse princípio balizou o protagonista até o fim.
O Pai nem sempre é bem entendido quando se trata de autonomia. Me lembro de um menino de 15 anos que conheci, que veio me reclamar que todos ganharam uma bicicleta no aniversário, e ele não. Que o Pai tinha condições de comprá-la. Perguntei a ele qual era a razão dessa questão: alguma birra, notas escolares, comportamento. O menino foi claro: meu pai disse que em função da dificuldade que ele teve na vida, se eu realmente quisesse a bicicleta, teria de pagar por ela, já que ele me dava um lar, comida, educação e aconchego.
O menino chorava e queria que alguém lhe dissesse algo consolador. Me lembro que há época eu não sabia o que dizer, pois ainda não tinha nenhuma experiência em educar um ser humano para a vida. Meu colega deu um discurso inflamado da falta de sensibilidade do pai, outro concordava com ele, mas ninguém acalentava o coração daquele menino.
Nunca mais o vi, mas imagino qual era o objetivo daquele pai. Talvez tenha sido muito duro, não tanto quanto a vida, e não tenho como opinar firmemente sobre a educação do filho de alguém. Só sei que me fez pensar nas razões do filho e do pai naquele momento.
São dificuldades assim e tantas outras que somente alguém com AÇO nas veias pode enfrentar, como uma baliza inquebrantável, mas humana,que também pode errar.
Proporcionar a alegria em poder ser o palhaço do lar entretendo com amor e carinho a fim de educar. Aquele que ensina a ser amigo, a como compartilhar e, mais ainda, a destreza inabalável em se adaptar a cada dificuldade, com uma resiliência humorística ímpar.
Assim se mistura o herói e o palhaço a mostrar que a vida pode ser um cangaço ou um conjunto de desafios a ultrapassar. Sendo PAI, AÇO ou PAIAÇO, não importa! Basta ser PAI!
Uma homenagem justa a meu Pai!

Faça
ao seu: leia esse texto para ele, ao vivo ou em pensamento, e diga o
quanto é honrado em tê-lo na sua vida, fisicamente ou não! Pai eu amo
você! Pai: é meu herói e meu palhaço, meu amigo estrelado!
César Silva é um semeador de inspirações buscando a melhoria de si e do mundo através de sensíveis “toques” no “coração” das pessoas.
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