As pessoas que buscam conviver com respeito ao próximo são maioria – devemos acreditar nisso.
As pessoas que compreendem a importância da educação e de condutas corretas precisam ser destacadas.
Num país em que muitos dirigem em alta velocidade, não respeitam o semáforo de pedestres, não usam máscara e se aglomeram em tempos de pandemia do coronavírus, estacionam em locais proibidos, descartam lixo nas ruas, abusam do som alto, falsificam atestados médicos, e por aí vai uma lista quase interminável de práticas irregulares, o gesto de um motorista prova que não devemos desanimar.
Na manhã desta quinta-feira (22), por volta de 9h10, estacionei meu veículo na Rua Santos Pedroso, ao lado do Centro Clínico Regina. Para quem conhece, é um trecho íngreme, uma ladeira inclinada.
Tinha uma vaga sobrando, precisava apenas buscar um material, deixei ali mesmo meu veículo.
Resolvida a questão no Centro Clínico, retornei ao local onde havia estacionado em menos de dez minutos.
Ao me aproximar, percebi que tinha um papel branco junto à porta do motorista. Era um bilhete:
“Bom Dia. Desculpe sem querer encostei no seu carro. Vinícius – e o número do seu telefone”.
Aquilo me tocou. Como jornalista, seguidamente faço reportagens de pessoas – de diferentes classes sociais – que simplesmente desrespeitam as questões mais básicas de convivência. Vai no centro de uma cidade como Novo Hamburgo e perceba o festival de gente que, por exemplo, desrespeita o semáforo de pedestres e cruza na frente dos veículos. Ou o tanto de pessoas que despejam lixo onde não devem.
Respeito e educação fazem a diferença. Respeito ao próximo é fundamental.
Vivemos num ambiente de coletividade. A pandemia escancarou isso: o que ocorre no outro lado do mundo, reflete aqui. Precisamos exercitar essa condição de viver em ambientes melhores, de mais respeito e empatia – que é se colocar no lugar do outro.
Vinícius, obrigado pelo bilhete. O arranhão que ficou na lataria é quase insignificante diante do teu gesto de se preocupar com o próximo. Um gesto simples. Um gesto que precisa ser multiplicado. Até porque, infelizmente, muitos ignoram isso.
Um polimento e uma boa cera automotiva vão recuperar o pequeno risco que ficou.

























