Ultimamente, o tênis tem dominado esse espaço de opinião, muito pelo que
tenho acompanhado em termos de esporte, mas também pelo que estamos presenciando
na modalidade. Além disso, é muito bom falar e escrever sobre a bolinha amarela.
Quem também rotineiramente passa por aqui é o sérvio Novak Djokovic e o
espanhol Carlos Alcaraz, estes também pelo que têm feito com a raquete na mão.
E o que ambos fizeram na final do Masters 1000 de Cincinnati foi algo
épico. Digno de uma partida entre o número 1 e o número 2 do mundo.
Já havia sido uma final gigante em Wimbledon meses atrás, mas agora essa
final foi espetacular. Isso se explica pela resiliência dos jogadores, pela
disposição física deles, e, principalmente, pelas jogadas espetaculares que
protagonizaram.
Os match points salvos, os saques, as devoluções, enfim, tudo o que é
possível imaginar foi visto na final de Cincinnati.
Em Wimbledon, foi Alcaraz o vencedor, mas Djokovic poderia muito bem
ter sido campeão; em Cincinatti a inversão também é verdadeira. Djokovic levou
dessa vez, mas se Alcaraz tivesse ficado com o troféu não seria
injustiça.
Claro que a disputa existe e que ambos querem vencer, mas se percebe a
cumplicidade entre eles. Escrevo isso por ter acompanhado também a entrevista
ao final da cerimônia de premiação.
O que ambos falaram foi sensacional, com
muita educação e respeito, valorizando o que foi jogado e o que ambos representam
ao esporte.
Por tudo isso, só tenho a dizer: Obrigado, Djokovic. Obrigado Alcaraz.
























