A
segunda competição mais importante que a seleção brasileira masculina de futebol disputa está começando e o interesse é muito baixo por parte do
público.
E tal fator é facilmente explicável por muitos fatores que aconteceram
nos últimos tempos: o fracasso na Copa do Mundo de 2018, as constantes
evidências negativas do principal jogador da equipe, Neymar Jr., as convocações
inexplicáveis de jogadores fracassados em situações anteriores, etc.
Além
destes fatores acima mencionados, pode se explicar o desinteresse do público
pela forma que a CBF trata os campeonatos de clubes e seus calendários
esdrúxulos, e também os amistosos realizados com o pretexto de preparação, mas
que são exclusivamente forma de faturamento pela entidade que comanda o futebol
no país.
Antes
da Copa de 2018, o técnico Tite era unanimidade para ser o técnico da seleção. A
bela campanha nas eliminatórias comprovou o trabalho do técnico, mas bastou o
fatídico 2 a 1 para a Bélgica que o desinteresse e as críticas voltaram. Tite
está longe de ser unanimidade e dificilmente se manterá à frente da seleção
canarinha em caso de fracasso na Copa América.
A convocação de “bruxos” como
Fernandinho, Cássio e Fagner, e ausências como Fabinho, Marcelo e Lucas Moura
contribuem para essa instabilidade do treinador natural da serra gaúcha.
Talvez, todo esse cenário possa ser modificado com um título fruto de campanha
incontestável e sem a presença do maior astro da equipe, mas caso contrário, a
pressão para que Tite seja disponibilizado ao mercado de trabalho será imensa.
Em
um país com vários “especialistas” na função de técnico, cada jogo do Brasil na
Copa América será marcado por inúmeros questionamentos em relação as
escalações. Desempenho, em qualquer lugar do planeta, sempre poderá ser cobrado
de um treinador, mas reclamações por preferências de nome do time em que o
jogador atua não fazem sentido, e, por isso, o Brasil é o país do futebol em que o técnico de uma equipe pode ser demitido até mesmo depois do jogo de estreia.
Os
problemas enfrentados pelo país e a raiva com o modo de vida de Neymar Jr. não
podem ser motivo de torcer contra a seleção. Os jogadores não vão resolver a
corrupção no país, e talvez, por ser uma forma de lazer, o futebol deve sempre
ser encarado como uma diversão para quem assiste. Por isso a torcida pelo
revés está à beira da insanidade.
A
seleção pode ter sucesso, ser campeã e o título ser comemorado, mas em caso de
derrota a repercussão será infinitamente maior.

























