É um privilégio ser chamado de filho, de filha. É o resultado de uma
conquista familiar. É a consequência do desvelo de uma mulher que
aceitou esta condição: ser mãe.
Não é uma decisão fácil: seu corpo vai sofrer transformações e sua mente
“gira” em torno da responsabilidade em educar um ser humano. Uma
procuração do Criador.
É o efeito de um amor incomensurável por alguém que nem conhece. Desde o
desejo em ser mãe, a realização e a vivência, há um sentimento sutil de
dedicação por um período não menor do que toda a sua vida.
É como respirar embaixo da água em conjunto: tudo importa a cada segundo.
Ser filho, filha, é receber os efeitos deste amor abundante. Conhecemos eles de “cor e salteado”:
– O afago do colo materno com seu cheiro, temperatura ideal, carinho e dedicação;
– O cuidado diário e ininterrupto por um período de, no mínimo, 10 anos da
nossa infância: o ensinar a brincar, a caminhar, a falar, a comer, a
andar de bicicleta, a ler, a escrever, a imaginar e a amar;
– O acompanhamento atento em nossa adolescência, apesar de nossa
relutância em aceitar o óbvio: estamos em transformação e não sabemos
quase nada;
– O estímulo na vida adulta: desde a escolha de nossa profissão, a
orientação quando do primeiro amor, o colo quentinho e o ombro cativante
no primeiro choro, na primeira decepção;
– A crença em nosso potencial, quase como um salto de fé. Ninguém enxerga
mais nossa alma do que ela. É um “raio x” vivo e pulsante. Ela chega a
sentir o que estamos vivendo há léguas de distância;
– Ela é o porto seguro em meio as tempestades. Sabe dizer as palavras
certas e necessárias a cada circunstância. Nem sempre são as que
desejamos. Entendo que mãe é aquele ser que representa Deus: pedimos o
que almejamos e recebemos o que é preciso;
– Apesar de ela saber que as escolhas são nossas, faz de tudo para nos
aconselhar ao melhor caminho, até mesmo em uma chuva torrencial;
Falta espaço neste artigo para descrever tudo o que as mães fizeram e
fazem por nós. O que foi descrito até o momento, já demonstra que temos o
privilégio de sua divina presença.
Somos gratos por isso??
Deveríamos permanecer gratos a cada segundo. Esta pessoa linda, chamada
mãe, escolheu se tornar o que é: nosso anjo da guarda em vida. Será que
temos esta capacidade?
A maioria de nós nem sabe cuidar de si mesmos adequadamente.
Permanecemos em “modo de busca”, por aquilo que faz sentido e nos faz
bem, durante uma grande parte de nossa jornada terrena.
A simples expressão “Eu te amo”, dita por ela com todo amor e sabedoria
que tem, basta para sabermos a distância de nossa evolução em relação a
dela.
Não importam quais são as circunstâncias atuais da sua vida: boas ou
ruins. O que importa é reconhecermos que Deus nos designou um ser humano
em nosso benefício. Que apesar da solidão das decisões difíceis, temos a
luz, presente ou não, de seu exemplo e desvelo.
Há muito mais a agradecer do que solicitar. Só por ela existir ou ter
existido, levanto a minha voz e berro “aos quatro ventos”: muito
obrigado, mãe. Você é excepcional!
Amo você com todas as minhas forças. Espero ser pelo menos a metade da pessoa que você já é.
Assinado: um filho privilegiado e extremamente grato!
Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br
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