Só aquelas referendadas
em lei e em relação ao respeito a si e ao outro. No restante, é só viver!
Aqui
encerro a série de artigos sobre as atitudes que vivenciei para me reinventar
como pessoa e como profissional. Compartilho com um único objetivo: auxiliar na
sua reflexão e ajudar na sua evolução.
Acredito que devemos
compartilhar com as pessoas o que gera resultado. Não podemos ser como aquele
livro empoeirado na estante: cheio de conhecimentos e com pouco uso prático.
Não acredito em guias
ou regras pré-definidas! É só um ponto de vista! Alinhado com minha essência,
conteúdos científicos e experiências vivenciais!
Como afirmei no
primeiro artigo Quais
são as atitudes para se Reinventar? publicado no Linkedin, essa lista reflete
essa caminhada.
Refrescando a memória, para quem ainda não
leu o primeiro artigo, as atitudes são:
(HD) Hoje é o Dia, (AV) Ame em Vida, (AI)
Assuma sua Importância, (PV) Propósito de Vida, (TV) Te Vira, (BC) Bunda na
Cadeira, (OT) Organização e Tempo.
Minha história é recheada de lutas, vitórias,
derrotas e aprendizados. Essa atitude, que descrevo por último, é o resultado
da aplicação de todas as anteriores. Ela é só uma afirmação, dentre outras. Não
somos organismos e seres lineares! Mas sim universos complexos que vivem
pulsando em nosso íntimo.
A aplicação das sete atitudes anteriores são
causas que geram uma consequência: a oitava atitude de minha lista. Ela é:
E V – Exerça Você – O mais importante! Após as descobertas e as atitudes é fundamental
que você viva e nunca sobreviva. Viver é a aplicação do que temos de melhor:
nossa plenitude como seres humanos gregários. Cuide da direção para dar sentido
à vida. Seja empático e ajuste o caminho conforme for caminhando, já que o
ótimo é sempre inimigo do bom. O primeiro passo é tão importante quanto o
segundo. Sobreviver é escolher não exercer o que você sempre terá!
Sim! Sempre teremos! Nasce conosco! Se desenvolve dentro
de nós e cresce como uma força do universo. É o nosso Ser mais profundo!
Existencial! Integral!
VEÍCULO
Recebemos um equipamento biológico de Deus e de nossos
pais que será a nosso veículo de utilização até o dia derradeiro. Nossa mente é
a causa principal dessa relação, com interpretações diversas da ciência e
filosofia.
Desde o início da fecundação, estamos vinculados com nossa
família. Todas as recordações, desde esses momentos, estão guardadas em nossa
memória. Desde o mais simples pensamento até a mais grave das situações.
Conscientes ou inconscientes, estão lá.
EDUCAÇÃO E ESCOLARIDADE
Crescemos e recebemos educação no lar e escolaridade na
escola, com ensinamentos com padrões que podem nos guiar por todo um caminho.
São crenças, valores, emoções e conhecimentos alicerçando nossas escolhas até
desenvolvermos a capacidade de decidir sozinhos ou em grupo.
É natural que as menores expressões de quem somos, somadas
a esse contexto, se manifestem quando há o ensaio de conhecer mais o mundo, com
uma curiosidade, criatividade e busca frenética por aprender, natural do ser
humano, da criança.
Os primeiros impulsos de “alinhamento” cultural são
iniciados. Desde o momento que a criança brinca com algo que não pode, para os
adultos, até as perguntas mais difíceis de responder. Essa resposta vai nortear
as reações dali a frente.
Inicia-se uma programação natural para os pais e nem sempre
natural para os filhos.
Aí o primeiro desafio: permitir e ensinar sem controlar o
incontrolável!
Como pais, nem sempre temos essa noção. Como filhos sempre
temos esse aprendizado. A Autonomia é uma conquista e um esforço de todos!
É neste instante que a atitude dos pais se reflete na
atitude dos filhos. Exercer o que somos desde a tenra idade é fundamental. A
identificação precoce e a preparação dos pais, permite a expressão de um ser
humano mais integral e pleno.
Não é uma questão de madureza ou não e sim de valorização
do que aquela criança traz em si. A necessidade de constante atualização neste
mundo hiperbólico não deveria se confundir com o alinhamento da percepção de
quem educa e da reação de quem recebe.
Precisamos perceber a criança, o jovem, o adulto o idoso. Uma
percepção empática, existencial e sistêmica! Olhar para o ser humano como ser
humano!
A quantidade de informações disponíveis a todos em meios
digitais demonstra que não temos mais a necessidade de ensinar tudo o quanto é
possível nos primeiros anos, para que depois se escolha entre tudo, o melhor
para si.
PERDA DE TEMPO
Essa perda de tempo é reflexo da falta de sensibilidade de
várias gerações que não estavam atentas e capacitadas em conhecimentos técnicos
e emocionais, até de si mesmos, para essa tarefa sublime que é educar um ser
humano.
Esse desenvolvimento muitas vezes é tolhido pelas vontades
dos pais em orientar seus filhos a caminhos não condizentes com a natureza
deles, impondo, inclusive, por desconhecimento, conflitos desnecessários e
caminhos tortuosos para todos. Se reflete em toda a família!
A insegurança dos adultos não deveria influenciar na
construção da segurança íntima e do auto amor dos pequenos. A consciência de
nossas restrições é fundamental a abertura para a melhoria própria. Buscar
ajuda é imprescindível, sob pena de atrasarmos a evolução daqueles sob nossa
guarda provisória.
POSSE
Essa palavra mexe com muitas de nossas crenças antigas.
Uma delas: a posse. Não é o nosso filho ou filha! Está nosso filho ou filha! É transitório!
Nessa transitoriedade de transfigura a atenção do agora para a construção do
futuro. É focar no agora! E o agora é um presente no presente!
Um exemplo: pais que se irritam com algumas birras e não
colocam limites quando da idade infantil para não se estressar. Quando
adolescente, temos os tiranos nos lares. A causa vem lá do início! É só uma consequência!
Não é simples casuísmo
Ao mesmo tempo não podemos depositar no simples casuísmo o
destino da humanidade. As escolhas ensinam muito. O cuidado em fazer o certo
pode cercear a oportunidade de aprender com o errado.
Responsabilizar as escolhas desde a mais tenra idade
permite uma conexão com a realidade e não uma ilusão de perfeição inexistente. Não
há o melhor do mundo! Há o melhor de si! Trocar a competição por cooperação!
ERROS E ACERTOS
Erro e acerto são formas de aprendizado. Esclarecer e
orientar é mais importante do que criticar e cercear. Nem sempre a intepretação
da criança e do jovem é a mesma que temos. Na maioria das vezes não é.
O texto Escutatória
de Rubem Alves é sublime: nossa
incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa
arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos…
Exercer a nós mesmos sem restrições é poder conviver de
forma aberta com o que somos, com o mundo e com as opiniões alheias. É poder
ampliar nossas possibilidades sem conflitos ou problemas psicológicos. É ter
orgulho de quem somos.
É proporcionar uma visão inversa da situação: a opinião dos
outros tem o peso que nós atribuímos a ela. Uma pessoa madura emocionalmente, que
se conhece, se respeita e, antes de tudo, vive a sua plenitude, é alguém que
pode agregar verdadeiramente em um mundo de caos.
E esse caos é o reflexo do caos interior. A clareza é
reflexo da maturidade, independente da idade. Ela se manifesta nas escolhas e
segue um propósito maior que a move e movimenta o sentido da sua vida neste
planeta
Inovação não é caos. É orientação ao novo. O que acontece é
a dificuldade de aceitação e entendimento. Quando o nosso mundo fica bagunçado,
há o caos. Precisamos estar atentos a essa reação instintiva. Se olhada em profundidade,
se manifesta como uma insegurança momentânea, já que somos adaptáveis por
natureza.
PARADOXOS E FORTALEZAS
Viveremos em um mundo com mais pessoas de 60+ do que
crianças nascendo. A maturidade será uma barreira a muitos. Como afirma o
professor Dado Schneider: somos adultos inéditos na adolescência de uma transformação
de era.
Seja você sempre! Em qualquer lugar! Mas seja você de
forma existencial! Não seja uma superfície linda com uma base inconstante. Resolva-se!
Vivemos em uma era de abundância: de informação, de profissionais, de emoções e
de ciência.
As restrições são somente aquelas que não nos permitimos
resolver. O restante virá como o vento que sopra no mar, desde que o barco tenha
escolhido de que lado e para que lado irá navegar!
Exerça-se! Cante no chuveiro mesmo
que as moscas se espantem! Evite focar no mais ou menos! Foque nas suas forças!
O que há para fortalecer vai de carona!
César Silva é Escritor, Professor e Mentor de Negócios PMBM®, Autor do e-book Inspirando
Rumos – Histórias, Editora
Temas Preferidos.
Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br. Artigo opinativo com
reflexão e sem fronteiras!
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