O processo de restauração do complexo da Casa da Feitoria/Museu do Imigrante avançou mais uma etapa, preparando o espaço para as comemorações dos 200 anos da imigração alemã em 2024.
O governo do Estado do Rio Grande do Sul assinou, nesta segunda-feira (2), o contrato com a equipe classificada em primeiro lugar, no concurso público de arquitetura, promovido pelo projeto Iconicidades.
O escritório contratado para desenvolver o projeto executivo completo é o Solss Arquitetura.
A sócia fundadora da Solss, a arquiteta e urbanista Patrícia de Freitas Nerbas, foi a primeira colocada com o projeto de revitalização do espaço, conforme divulgado pelo Portal Martin Behrend, em julho de 2022: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
De acordo com o coordenador de Patrimônio Cultural da Secretaria Municipal de Cultura e Relações Internacionais (Secult), Joel Santana, o projeto executivo é a parte mais importante de uma obra. “São os projetos executivos e complementares que dizem como a obra deve acontecer, se será por etapas, ou períodos, organiza, faz orçamento, relaciona o que precisa de rede elétrica, infraestrutura, paisagismo, enfim, faz o desenho da obra toda”, explica.
Após a conclusão desta etapa, o projeto completo será repassado ao município de São Leopoldo, via convênio, que será responsável pela execução das obras.
O projeto para o complexo cultural de São Leopoldo está orçado no valor de R$ 607.321,14.
ICONICIDADES
O projeto foi lançado pelo Governo do Estado para fazer frente ao desafio de tornar as cidades gaúchas mais inovadoras, criativas e empreendedoras.
A iniciativa é voltada para ressignificar e estimular a retomada de espaços arquitetônicos icônicos em suas regiões – ambientes que fazem parte da identidade local, seja pela localização, pelo estilo arquitetônico que imprimem, ou mesmo pelo uso que deles se fez no passado.
PATRIMÔNIO HISTÓRICO
A Casa da Feitoria, construída em 1788, serviu de sede da Real Feitoria do Linho Cânhamo, fazenda imperial administrada por portugueses e com mão-de-obra escravizada.
Foi desativada em março de 1824 e, no mês de julho desse mesmo ano, abrigou os primeiros imigrantes germânicos, contratados pelo governo brasileiro. Deste núcleo nasceu a Colônia Alemã de São Leopoldo.
Por esta razão, São Leopoldo recebeu o título nacional de “Berço da Imigração Alemã”, conforme Lei 12.394 de 04 de março de 2011.

























