Nesta quarta-feira (5), os vereadores de Novo Hamburgo aproveitaram a realização de mais uma sessão ordinária na Câmara Municipal para felicitar os 96 anos do município, comemorados neste 5 de abril.
Os parlamentares falaram sobre coisas positivas da cidade, outras nem tão boas, e do orgulho em viver aqui.
Também foi falado por alguns parlamentares sobre episódios de insegurança e vandalismo no Centro, que recebeu melhorias e investimentos milionários nos últmos anos.
Entre as manifestações da tarde de hoje, chamou a atenção a fala em tom de desabafo da vereadora Semilda dos Santos, a Tita (PSDB).
“Em Novo Hamburgo, é muito bom ser mendigo. Tem algo errado no serviço social”.
A vereadora tucana relatou o sentimento que muitos moradores de rua têm sobre o tratamento recebido no Centro POP, na Avenida Nicolau Becker. Eles ganham de comer, de beber, sujam e não limpam o local, tiram espaço dos pedestres, afugentam comércios e ficam se divertindo. Fazem as necessidades dentro do Arroio Nicolau Becker, onde também jogam pratos em que recebem a comida. Entopem bueiros com materiais, prejudicando o fluxo das águas. Tudo pago com dinheiro público.
Alguns ainda tomam banho e usam espaços da Praça Pedro Alles como varal. Sem falar do episódio do peladão, como registrado pelo Portal Martin Behrend: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
ESCULHAMBAÇÃO
A vereadora Tita lembrou que, após comer, beber e descansar, eles se dirigem para a região central, em espaços como Praça do Imigrante, Calçadão, Bancas e Praça 20 de Setembro, além de marquises da região central. “Eles vão pro Centro pra esculhambar, e todo mundo sabe disso. Então, algo está errado. Que maravilha que tem o Centro Pop, mas dá um trabalho para ver se eles (moradores de rua) não saem tudo correndo. Eles não querem isso”, destacou.
A parlamentar lembrou que passou da hora do Poder Executivo, juntamente com Polícia Civil, Brigada Militar e Guarda Municipal, adotar atitudes mais enérgicas para impedir a degradação do Centro, com reflexos no comércio. Um local em que os moradores de rua mais circulam – e sujam, fazem suas necessidades e emporcalham – é o Calçadão. Alguns fazem as necessidades básicas nas portas de prédios e comércios, deixando um cheiro insuportável.
Tita lembrou que esses problemas gerados pelos mendigos afetam o comércio. “Não é justo as empresas não poderem abrir as portas. E, quando vão abrir, primeiro eles precisam lavar tudo, porque está tudo sujo, pois eles ficaram fazendo festa. Algo tem de mudar. Eles têm direitos, mas também tem deveres. Eles não são crianças, são maiores de 18 anos. Precisamos de alguma solução”, cobrou.
Outra situação que agrava esse cenário: grupos de hamburguenses distribuem marmitas de comida na noite, aumentando o fluxo de moradores de rua. Isso atrai mais mendigos. Só que eses grupos, que fazem esse gesto de cordialidade, não percebem que eles atraem moradores de rua pra sujar o Centro, emporcalhar as portas de estabelecimentos, urinar na frente de prédios.
A distribuição acaba causando uma distorção e provoca o efeito de prejudicar vários hamburguenses que residem e trabalham na região central, e precisam conviver com esse fedor, barulheira na madrugada e outras situações desagradáveis.
No caso do Calçadão, por exemplo, imóveis históricos estão sendo recuperados para valorizar a cidade, mas precisam conviver com pichações, sujeira, lixo espalhado, roupas e papelões abandonados, além de fezes e urina num trecho que tem edificações históricas, como o Edifício Minuano, antigo Cine Lumière, antiga Sociedade Ginástica Novo Hamburgo, antiga Escola Oswaldo Cruz e antigo Hotel Pilger,
PORTAL MARTIN BEHREND
Esse tema dos moradores de rua já foi trazido em outras reportagens do Portal Martin Behrend, sendo que o cenário se repete, inclusive com agressões ao meio ambiente:
2021 – Arroio em Novo Hamburgo é mesmo lata de lixo de moradores de rua: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
2021 – Um ano depois, alguns moradores de rua seguem usando arroio e bueiro como lixeira: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
2020 – Após as refeições, moradores de rua de Novo Hamburgo transformam arroio em lixeira – https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/… .
Os fatos estão aí. Os moradores de rua recebem uma série de atendimentos pagos pelo contribuinte. Ganham um suporte do serviço social. E contrapartida pra sociedade? E prazo de permanência na assistência social – é pra sustentar ad eternum ? Sujam, poluem, agridem o meio ambiente e é preciso achar normal?
Como bem resumiu a vereadora Tita sobre o que os moradores pensam: “Em Novo Hamburgo, é muito bom ser mendigo.”

























