Logo ali na esquina vem uma senhora que tropeça, segura os apetrechos
para não cair, dá risada de si e ainda olha para frente e diz: sai que estou
chegando!
A capacidade de resiliência
e criatividade do brasileiro chega a assustar!
Não é a toa que várias empresas mundias estão trazendo seus centros de
pesquisa e desenvolvimento
ao nosso país. Ao mesmo tempo, apesar de tantas intempéries e altos e baixos,
parece que nos flexibilizamos perante a vida. Um jeitinho aqui e outro acolá!
Somos um dos poucos países do mundo que não tiveram guerras internas, com
exceção a dos Farrapos,
que destroçaram o país e dizimaram suas reservas, casas, famílias e histórias. Apesar disso somos um povo que resiste ao
tempo e as mudanças!
É claro que há focos diferenciados de violência, muitos ligados ao
tráfico de drogas e as brigas familiares, que não representam, em sua maioria,
a expressão real de nossa brasilidade.
Temos fibra, força, criatividade e “jogo de cintura” para lidar com mudanças de
regime, ditadura, democracia, alternância de poderes, crises e desmandos,
corrupção, lava-jato, e, continuamos firmes.
Muitos foram embora daqui e levaram em seus corações o carinho e a
lembrança daquele jeito “aberto de ser”, daquela capacidade de receber,
acalentar e brincar, típica do brasileiro mais “sério”. E voltam um dia!
E se não voltam, não diz respeito ao país e sim a sua gestão e ao respeito
entre seus entes de poder!
Muitos dirão que “todo povo tem o governante que merece”. Eu digo:
todos nos responsabilizamos por nossas boas e más escolhas e que o tamanho
de nosso país justifica a heterogeneidade entre norte, sul, centro-oeste e nordeste.
A decisão simplista de uma eleição não justifica a terceirização de
responsabilidades em fiscalizar e cobrar resultados durante o tempo. Parece que é mais fácil botar a culpa em
quem colocamos “lá”! E em nossa casa, não é parecido?
Estamos colhendo as deficiências de anos de aceitação sem cobrança, do
“não me envolvo para não me incomodar” do “deixa para depois”. Somos escravos
do paternalismo arcaico ensinado,
em que o estado se torna a extensão de nossa casa, mas, nunca, de nosso lar.
As obviedades que não percebemos, tais como: colocar o lixo no lixo,
respeitar os mais idosos, não matar para não ser morto, não infrigir para não
ser preso, não roubar para não ter problema com a polícia, passam
desapercebidos e andam soltas dentro do “jeitinho” para os outros.
Nossa
lição de casa ainda não foi realizada!
A cultura vigente ainda é da “desresponsabilidade” com o coletivo, da
individualidade exacerbada e do tempo de espera. Precisamos amadurecer como nação,
como comunidade! Precisamos ganhar primeiro a Libertadores da América e depois
a Copa do Mundo de cidadania e de
educação!
As exposição nas redes sociais somente transferiram o que estava
enrustido em nós: o ódio, o rancor e a falta de respeito com a opinião dos
outros, sem falar nas mentiras deslavadas das partes envolvidas. E mesmo assim,
até os “Memes”
são uma força criativa de expressão!
Esse é
o Brasil que queremos ou o Brasil que somos?
Costumo afirmar que precisamos olhar para nossas qualidades e, através
delas, suprimir nossos defeitos a fim de melhorarmos como ser humano e
sociedade. A criatividade e a força
interior que temos, na minha opinião, são duas qualidades muito fortes na nossa
gente!
Não é a toa que muitos artistas proliferam em nosso país com talentos
dos mais diversos. Não é a toa que nossos profissionais são reconhecidos
mundialmente sendo premiados e trabalhando no mundo inteiro. Não é a toa que
apesar das crises nós sobrevivemos e criamos formas diferentes, inovadoras e
adaptativas de viver e sobreviver. Não é a toa que a esperança está sempre
presente apesar do cenário mais hostil.
Estamos em uma nova fase!
Velhos paradigmas foram quebrados, muitas ideias foram deturpadas,
muitas famílias alijadas, mas continuamos firmes, acreditando e querendo o
melhor ao nosso país. Uns por interesse outros por uma causa maior. Mas não
importa! Somos sobreviventes!
Qual
povo teria a capacidade de conviver com tantas variações políticas, econômicas,
sociais, emocionais como o nosso?
Ó Pátria amada Brasil!
Acredita no seu potencial! Nosso povo sofrido, criativo e resiliente tem força
para melhorar tudo isso! Somos um país de oportunidades, de bondade, de
camaradagem e de amor. Somos, enfim, o celeiro do mundo que alimenta muita
gente: seja com comida ou com nossa criação.
O nosso orgulho pode estar ferido, despedaçado, mas continuamos
tentando. Temos criatividade e força de sobra para alavancar a maior Indústria
Criativa do Mundo. Temos talentos sobrando, inteligência sobrando e boa
vontade sobrando. Só queremos que tudo funcione! Para todos!
Precisamos, antes tarde do que nunca, dar um brado ao mundo: Nós somos o
Brasil e acreditamos em nós! Somos talentosos, criativos e resilientes! Com
tudo que aconteceu, entendemos que precisamos ser melhores: educar melhor,
cuidar melhor e, principalmente, nos responsabilizar mais!!! Aprendemos a
desaprender para reaprender!
Temos as principais
características para enfrentar esse mundo de disrupção, pois estamos em constante
aprendizado e que temos a responsabilidade de auxiliar os outros, trazendo quem
deseja melhorar, nesse roldão de novidades, como um grande ecossistema de
criação!
Em cada criança uma
esperança e em cada adulto uma sabedoria. Cabe a cada um de nós, de noite ou de
dia, cumprir nosso papel no andar dessa sinfonia. Que de bela e de arte , aqui
ou em Marte, ecoa como um céu de anil com uma ordem e com progresso que fazem
desta terra e desse povo um luar de esperanças mil.
César Silva é professor, escritor, consultor,
mentor, articulador, empreendedor e empolgado com causas inspiradoras!
Head of Business @cesarsilvasimplesmente, Professor/Tutor
Externo Uniasselvi, Conselheiro da Fenac S.A.
Artigo publicado no
portal www.martinbehrend.com.br . Disponível em www.cesarsilvasimplesmente.com.br e www.inspirandorumos.com.br.
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