O desafio de traduzir pensamentos e sentimentos
sempre foi o objetivo de escritores e interessados no assunto.
Como será que o
empreendedor de sucesso pensa? O que a sua mente produz? A quem ela se conecta
primeiro? A que rede? A que propósitos? Princípios? O que almeja? O dia começa quando? De manhã? Antes de dormir?
Recomeça?
A quantidade de cursos que contam história de
empreendedores de sucesso só aumenta. Uma nova economia da educação, transforma
o empreendedor em um ator no palco do mercado.
Ainda assim, a mente é um mistério. A ciência um propósito
em desvendá-la. A diferença está nas pessoas. Esse o mantra! Que ninguém
consegue inovar e viver sozinho, isso é fato. Mas como será que alguém se organiza,
se focaliza no meio desse turbilhão chamado: vida atual.
Uma ideia não prevalece sem alguém com atitude para
executá-la. Por mais desejo e motivação, só ela não tem vida. O contexto só
existe se for uma soma de pessoas com um foco estabelecido e muito trabalho.
E lá no fundinho! O que se passa?
Seria muita pretensão qualificar o caminho dos
pensamentos de cada um. Além de todos sermos únicos, com histórias, realidades,
escolaridade e educação diferentes, não há como mapear. Há como interpretar.
Essa a proposição!
Desenvolver um método que pode ser utilizado e nos
auxilie nessa descoberta. Há vários! Eles são ótimos e funcionam no papel. A adequação
a realidade de cada um é fundamental. Eles são fruto de muito estudo, testagem
e análise de dados.
Técnicas que indicam como estamos, quem somos e quanto
potencial temos, nos auxiliam no caminho dessa descoberta. E quem define somos
nós. Ainda assim, há que se analisar mais a fundo, além de nós mesmos, o
ambiente que nos rodeia.
Ele está repleto de novidades, descobertas, inovações
e, principalmente, de produtos e serviços focados no ser humano. Essa variabilidade
e quantidade, aliadas a uma velocidade fantástica, proporcionam uma imagem de
um mundo em evolução. Um mundo inovador. Um mundo disruptivo. Será?
Uma pergunta me intriga há muito tempo: o que foi
inventado para substituir a energia elétrica como fonte de energia?
Tudo o que usamos ou vamos usar depende de energia. A
fonte muda, se transforma e acaba sendo energia elétrica. O que vem depois? Ou
será que é o limite, do limite do limite?
A evolução dos sistemas e aplicações são enormes e
não mudam o princípio básico. Então não deveria se falar em disrupção, na minha
opinião. Muito do que há são iniciativas evolutivas que podem se tornar
disruptivas.
Elas acontecem, pois há pessoas que se envolvem com a
tecnologia e o conhecimento e buscam novas formas, novos modelos, novas
realidades. Que no fundo, não são disruptivas. São o progresso! São a evolução!
A tentativa e erro dos processos de verificação
científica, alinhados com a observação, problematização e hipóteses, formam um
arcabouço metodológico que visa resolver um problema existente. Ou não!
As testagens objetivam verificar se há consumo ao
entorno desses itens. Até aí, tudo ótimo! E o que não existe, será descoberto
ou inventado?
Após Einstein, Picasso, Edison há algo aparecendo? Certamente!
Mas não é na quantidade e qualidade que aparenta ser. Esse “mindset” de permanente
evolução, aprendizado e possibilidades não é novidade. A criatividade está nesse
contexto e o termo “economia criativa” se fez presente.
CAMINHOS
Estamos mais para o caminho das descobertas do que no
caminho das invenções. Não deveríamos nos iludir. Fórmulas mágicas, midiáticas
e inovadoras só funcionam se alguém as compra.
A questão aqui está em torno do empreendedor. Ele
precisa ter consciência e conhecimento do que realmente está acontecendo, sob
pena de montar seu negócio alicerçado na ilusão, na empolgação, na miopia.
Por mais que os dados, informações e técnicas
indiquem que há futuro para seu negócio, ele não pode esquecer que precisa
estar preparado sempre. Cada vez mais. Além de preparado, precisa aprender a
observar o mundo e a si mesmo com muita astúcia.
A alta qualificação se soma a experiência, os valores
e, principalmente, senso de oportunidade. O discernimento é fundamental. E essa
é uma grande diferença!
Esse discernimento só se desenvolve com a reflexão. E
refletir é analisar o que aconteceu, acontecerá e acontece de forma sistemática,
a fim de ter claro o que é realidade ou ficção.
O empoderamento da tecnologia acontecerá
independentemente de nossa escolha. Cabe a nós escolher como nos empoderar.
Esse caminho passa por organizar e mapear o que fazemos, o que pensamos e para
onde estamos nos direcionando.
A necessidade de manter uma vida reflexiva nos
qualifica a viver uma vida de possibilidades. Alinhadas a quem somos e ao que o
mundo oferece. Cria a nossa rotina potencializadora é mais do que necessário, é
vital.
Ampliar nossa visão estratégica e enxergarmos o que
realmente está envolvido com cada manobra no mercado é tarefa difícil, complexa
e fundamental.
Essa provocação tem um objetivo: levar a reflexão. O
que estás pensando hoje para que futuro se desenrole a seu favor e da sociedade?
Um detalhe: nós e a sociedade estamos cada vez mais
conectados, interligados e interdependentes. Esse o paradoxo que só sabe quem reflete
e vive a orquestração entre a vida pessoal e coletiva de forma autêntica.
Sinta-se provocado!
César Silva é Escritor,
Empreendedor e Mentor de Negócios PMBM®. Artigo
publicado no portal Martinbehrend.com.br. Artigo opinativo com reflexão e sem
fronteiras!
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