O anúncio já havia sido feito nesta quinta-feira (25). Mesmo assim, choca ver o mapa de todo o Rio Grande do Sul sob impacto da bandeira preta.
A 43ª rodada do Distanciamento Controlado confirmou o que o governador Eduardo Leite (PSFB) havia antecipado: todo o Estado está em bandeira preta.
Divulgado nesta sexta-feira (26), o cálculo dos indicadores de velocidade de propagação do coronavírus e capacidade de atendimento hospitalar resultou em média final superior a 2,50, o que representa o nível mais alto previsto no sistema, em todas as 21 regiões Covid.
Na noite desta sexta-feira (26), mesmo com nova ampliação de leitos de UTI, a taxa de ocupação é superior a 94%.
São 2.572 pacientes internados em 2.734 leitos de UTI em todos os hospitais gaúchos. A taxa de ocupação é 94,1%.
Na manhã de hoje, a taxa de ocupação era de 92,1%. Os pacientes em estado de saúde grave só aumentam.
SEM MAPA
Nesta rodada, excepcionalmente, não haverá mapa preliminar.
A vigência da classificação definitiva foi antecipada para a 0h de sábado (27/2) e as novas bandeiras serão válidas até as 23h59 do domingo seguinte (7/3) – mesmo prazo estabelecido para a suspensão da cogestão e das atividades não essenciais entre 20h e 5h. As novas regras serão publicadas em decreto ainda nesta sexta (26).
RITMO ACELERADO
Antes disso, o governador irá se reunir com prefeitos, líderes regionais, representantes setoriais e chefes de Poderes para avaliar os resultados das restrições estabelecidas para conter a acelerada curva de contaminação no Estado, que levou a um esgotamento da capacidade hospitalar.
“O ritmo tão acelerado de internações reflete uma circulação maior do vírus, que gera uma taxa de contágio que é a maior desde o início da pandemia. Precisamos derrubar essa taxa de contágio. Não adianta fazer protocolos mais singelos de restrição porque, na verdade, todos os protocolos – máscara, álcool em gel, distanciamento nas filas – ajudam a reduzir o risco, mas não o eliminam. Então, precisamos fazer algo mais rígido, para poder reduzir mais fortemente o risco de contágio ao longo desta semana”, afirmou Leite.
Conforme os dados analisados nesta 43ª semana, houve forte elevação em todos os indicadores a nível estadual, com destaque para o aumento no número de internados em leitos clínicos (+64%), em UTIs (+36%) e nos óbitos (+48%). O crescimento mais expressivo é de novos registros de hospitalizações por Covid-19 nos últimos sete dias, comparado com a semana anterior: aumento de 204%.
Mesmo considerando o aumento no número total de leitos de UTI existentes, a elevação dos pacientes confirmados com Covid em UTI fez com que a razão de leitos livres para cada ocupado por Covid-19 reduzisse novamente de forma expressiva, alcançando o menor valor desde o início da pandemia: 0,17, acionando a nova salvaguarda de bandeira preta em todas as regiões do Estado.
Ou seja, mesmo se alguma região apresentasse uma nota compatível com a bandeira vermelha, laranja ou amarela, acabaria sendo classificada em risco altíssimo. Criada na quinta-feira (25/2), a regra impõe bandeira preta a todas as 21 regiões caso a razão no Estado de leitos livres de UTI sobre leitos ocupados por Covid em UTI estiver menor ou igual a 0,35. O resultado, nesta rodada, é metade do índice.
DESTAQUES REGIONAIS
Na 43ª rodada do Distanciamento Controlado, 10 das 21 regiões apresentaram elevação do nível de risco, passando da bandeira vermelha para a preta: Santa Maria, Uruguaiana, Guaíba, Santo ngelo, Cruz Alta, Ijuí, Santa Rosa, Pelotas, Bagé e Cachoeira do Sul.
As regiões Covid de Capão da Canoa, Taquara, Novo Hamburgo, Canoas, Porto Alegre, Palmeira das Missões, Erechim, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul e Lajeado já haviam sido classificadas na bandeira preta na região anterior. A diferença, nesta semana, é que elas não poderão adotar a cogestão, que está suspensa, sendo obrigadas a adotarem os protocolos estaduais de bandeira preta.
Entre todas as regiões, nesta rodada, a média final mais alta, de 2,90, foi registrada na região Covid de Santa Cruz do Sul. A mais baixa, de 2,51, está presente nas regiões de Uruguaiana e Santa Maria.
Lembrando que qualquer índice superior a 2,50 fica enquadrado na bandeira preta.

























