Por: DOC – Agência de Conteúdo
A
chuva que torna ainda mais difícil a locomoção de alunos com necessidades
especiais pelo Colégio Estadual Dr. Wolfram Metzler, de Novo Hamburgo, é a
mesma que castiga os materiais que seriam utilizados nas obras que melhorariam
a acessibilidade da escola. Empilhados desde 2014, quando a obra foi iniciada e
interrompida, muitos deles são apenas uma pilha de dinheiro público rasgado.
Enquanto isso, 23 alunos portadores de algum tipo de deficiência têm sua
educação prejudicada pela falta de acesso a um espaço que deveria ser seu por
direito, a escola.
Obras
paradas desde 2014 não são exatamente uma novidade no Brasil. O caso do Colégio
Dr. Wolfram Metzler traz consigo marcas comuns de projetos interrompidos pelo
país: falta de planejamento e burocracia paralisante. Pela iniciativa formulada
pela escola há uma década, seriam construídas rampas de acesso, instalado um
elevador interno que levaria à biblioteca, colocado um piso tátil, que
facilitaria a locomoção de deficientes visuais, dentre outras melhorias.
Uma
pequena parte da obra foi executada, outra ficou pela metade, e algumas nunca
saíram do papel. A Sala de Recursos, antigo sonho da escola, foi executada, mas
não tem acesso para cadeirantes. O elevador, que daria acesso à biblioteca,
chegou a ter seu vão aberto, mas nunca foi instalado. “As obras inacabadas acabaram
gerando outro problema de segurança para todos os alunos. Tivemos que fechar um
dos prédios por nossa conta, porque poderia causar algum acidente. Estamos
acompanhando o processo todo, mas enquanto isso o piso tátil está se
deteriorando no pátio”, lembra a diretora do Wolfram Metzler, Soedy Teresinha
de Azeredo.
Os
trabalhos foram interrompidos por uma falha no projeto, que não contemplava
parte das necessidades da escola. Mal projetada, a obra voltou à fila das
licitações. De acordo com a responsável pelo setor de obras da 2ª Coordenadoria
Regional de Educação (CRE), Aline Soares, esse processo se arrasta há dois anos
e não é possível afirmar quando os empreiteiros voltam ao Colégio Dr. Wolfram
Metzler. “Foi feito um novo projeto, que passou pelo processo de licitação e
agora aguarda que a empresa vencedora seja notificada e assine o início dos
trabalhos, mas não sabemos quando isso vai acontecer”, explica.
Pela
nova licitação, a obra será tocada pela empresa Contex, de Maratá (RS).
Enquanto a ordem de início da obra não é assinada pelo Governo do Estado, o
Ministério Público acompanha o caso. Um expediente foi aberto, e periodicamente
a diretora das promotorias de Justiça de Novo Hamburgo, Juliana Maria Gingo,
faz consultas sobre a situação do projeto. A expectativa é de que a obra seja
reiniciada a qualquer momento, mas ninguém pode garantir quando.
Em 13 de julho de 2016 o Portal Martin Behrend já tinha publicado a matéria: “Grêmio Estudantil elege presidente com deficiência visual.
Enquanto isso, piso tátil estraga no pátio à espera de obra” – está no link http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…

























