Évora queria expandir seu foco e ampliar sua consciência. Ela
ainda não estava convencida que a meditação seria um caminho agradável a
seu estilo. Ainda não fazia sentido no contexto em que vivia.
Deparou-se com uma afirmação de Augusto Cury no livro Intoxicação digital: a solidão é um bilhete de passagem para a interiorização. Ela estava intrigada com o conceito inesperado do tema.
O livro despertava uma série de reflexões, explicações e
questionamentos. As amigas avisaram que o foco do livro seria a
autoajuda. Mas ela não conseguia entender como um psiquiatra renomado
seria resumido a este tema. Não se preocupou com as opiniões das amigas.
Ela queria formar a sua.
Pensou:
– Se a solidão é um caminho para a interiorização, preciso aprender a ficar sozinha.
Sua mente variava entre a euforia do reencontro com o vazio e o medo de
estar sozinha. Era um medo estranho. Ela nunca havia pensado
dedicadamente sobre isso.
E a mente foi viajando:
– Adoro a companhia das pessoas e não me vejo sozinha em nenhum
instante. Sempre me senti acompanhada: das pessoas, da minha família, de
Deus e de mim mesma.
Sim. Évora tinha uma religiosidade não definida, mas tinha a plena
convicção que Deus existe. Sempre que a perguntavam sobre o tema ela
respondia:
– Eu simplesmente sei!
Ela era muito sensível e confiante na sua intuição. Aquela voz interior e profunda ecoava em sua mente:
– Eu preciso aprender a ficar sozinha. Preciso dedicar um tempo a isto.
Ela começou a acordar 30 minutos mais cedo, fazer sua higiene matinal e
se sentar em sua cama para sozinha pensar em sua vida. Seu ímpeto era
encontrar um caminho para o vazio interior: um local a ser explorado.
Durante uma semana ela tentou. Ela se sentia incomodada com aquele
momento, pois estava acostumada a fazer mais do que pensar. Sua mente
viajava no universo de diversos assuntos e locais. Ela se sentia sem utilidade.
Resolveu ampliar sua pesquisa. Usou o mesmo horário matinal para isso. Ela chegou a algumas conclusões:
– Eu já consigo ter o foco externo e empático. Preciso melhorar o foco interior.
Resolveu buscar no Youtube uma referência válida e direta. Pesquisou
sobre o foco interior e apareceram diversos vídeos. Um deles chamou a
sua atenção.
Era de uma peruana chamada Tania Mujica. Ela buscou o canal de Tania no
Youtube e percebeu que ela era especialista em meditação e outros
assuntos.
Assistiu a alguns vídeos e chegou a um que resumia o assunto que desejava:
Meditação. Duas técnicas simples e poderosas. Era a
praticidade e o resultado que seu perfil empreendedor exigia.
Tânia explicava que existiam dois tipos de meditação: a ativa e a
passiva. A meditação ativa era aquela em que você escolhia um momento
prazeroso, gostoso de estar. A orientação seria prestar atenção a cada
elemento envolvido na situação de forma totalmente
presente: lavar a louça, olhar a natureza, criar um relatório, escutar
uma música.
Já a meditação passiva, envolvia a concentração de olhos fechados, em um
local calmo, com o foco em observar a si mesmo durante 1 minuto. Contar
cada segundo, prestando atenção à respiração e ao seu corpo, sem
julgamentos.
Évora pensou:
– Como assim sem julgamentos? Sou a pessoa que mais me cobra e
julga. Esse caminho não é para mim no momento. Sei das minhas limitações
e está tudo bem. Um passo de cada vez. Em todo terreno novo vou com
cautela.
Évora foi degustar seu café da manhã que resolveu preparar. Começou a
perceber detalhadamente cada elemento envolvido: a bebida que sorvia, o
alimento que comia, o ambiente calmo e tranquilo.
Começou a sentir como
seu corpo reagia, seu coração batia e sua respiração
acompanhava.
– Gostei. Assim não fico presa. A partir de hoje vou fazer este
exercício todos os dias e vou ver o que vai acontecer. Parece que o café
da manhã está mais
gostoso hoje…
#autogestão #foco #meditaçãoativa #meditaçãopassiva #autoconhecimento
Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br
Confira o artigo em vídeo:

























