Nesta sexta-feira (6), o Portal Martin Behrend terá a
primeira oportunidade de entrevistar e acompanhar uma palestra do deputado
federal Jair Bolsonaro (PSL). Ele estará num evento na Associação Comercial,
Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha
(ACI-NH/CB/EV), conversando com associados e concedendo entrevista à imprensa.
Bolsonaro vem ocupando as primeiras posições nas pesquisas à corrida presidencial ao Palácio do Planalto – a eleição é em outubro deste
ano. Atuando há mais de 20 anos como deputado federal pelo Rio de Janeiro, é
figura de convicções, posturas firmes, muitas polêmicas, frequentador de
episódios turbulentos e, sublinhe-se, vem arrastando multidões por onde passa.
Assim como coleciona fãs, Bolsonaro vai criando também
milhares de opositores. E, no embalo, vai repelindo pessoas. É o caso do
professor universitário Fábio Ostermann, 33 anos. Fundador do Movimento Brasil
Livre (MBL) – do qual se afastou por discordar de alianças estabelecidas com
alguns políticos –, ele deixou o Partido Social Liberal (PSL), no começo de
2018, com a chegada de Bolsonaro. “Ele defende soluções autoritárias e vem
construindo uma trajetória errática”, destaca. “Bagunça e baderna não se
resolve com mais baderna. Não simpatizo com soluções que vêm sendo apresentadas
por ele”, completa. Autoritarismo ao extremo, isso tirou Ostermann do mesmo ninho político de Bolsonaro. Fora a negociação que ocorreu noas bastidores, num verdadeiro balcão de negócios.
Atualmente filiado ao Novo, Ostermann foi candidato a prefeito
de Porto Alegre em 2016, obtendo 7.054 votos, ficando na sexta posição entre nove candidatos. Ele
ainda estava filiado ao PSL. Foi no partido que ele liderou um movimento
batizado de LIVRES, com viés liberal/libertário. Atualmente, o grupo segue atuando de forma suprapartidária,
com Ostermann sendo um de seus principais representantes.
Ferrenho defensor do Estado limitado, Ostermann destaca que
o Poder Público interfere em muitas coisas em que não deveria estar presente. “Não
dá para meter a mão em tudo. O Estado preciso priorizar saúde, educação, segurança
pública e parte da infraestrutura. Não adiante sonhar: jamais teremos melhoria
nos serviços prestados pelo Estado”, avalia.
Formado em Direito pela UFRGS, onde também estudou Economia,
a liderança liberal é mestre em Ciências Sociais pela PUCRS. Ele defende a
privatização de todas as estatais do Rio Grande do Sul, incluindo Banrisul e
CEEE. “Mesmo que alguma empresa tenha lucro, não é função do governo abrigar
tantos compromissos. Tudo pesa no orçamento do governo”, pontua. Ostermann é a
favor da atuação mais forte da iniciativa privada, com contratos rigorosos propostos pelos governos e
que coloquem em evidência os interesses da população, sem todo engessamento do poder estatal.
OTIMISMO
Otimista em relação ao futuro do Brasil, Ostermann aposta em
renovações de nomes e, principalmente, de ideias nas eleições de outubro. “Por
vezes, se troca o nome, mas é o filho, ou esposa, ou assessor de um tradicional
político. É preciso renovar as práticas”, comenta. Pré-candidato a deputado estadual pelo
Novo, além da experiência na eleição a prefeito da capital gaúcha, ele
participou da campanha a deputado estadual de Marcel van Hattem em 2014. Van Hattem ficou de suplente na
Assembleia, assumiu o mandato por três anos e, agora, deixou o PP para ingressar no Novo.
Em relação ao governo Sartori, Ostermann avalia que faltou
convicção do governador em cortar mais gastos e enxugar o Estado. “O Rio Grande
do Sul tem o maior desequilíbrio entre servidores públicos ativos e inativos”,
critica, destacando que no futuro, a seguir essa realidade, o governo existirá
apenas para pagar os salários dos funcionários públicos – absoluta minoria do
Estado –, deixando o restante da população e do Estado sem investimentos.

























