A
recente discussão sobre a maneira como a Polícia Federal levou o
presidiário Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro para Curitiba, é
emblemática. Ouvir “especialistas” em direito criminal e o seu advogado
dizerem que foi uma atitude “digna de um tratamento animalesco”, o fato
dele ser algemado e ter também os pés presos “como se fosse um preso
perigoso”, ilustra bem o que a atual onda do politicamente correto está
fazendo com os brasileiros.
Já
não é de hoje que acompanhamos o “vitimismo” com o qual são tratadas as
pessoas que cometem crimes. “Não pode prender e algemar”, “não pode
humilhar a pessoa”, “é uma vítima do sistema”, essa inclusive usada como
desculpa/explicação para o fato do cidadão ter se tornado um criminoso.
Por
que será que estamos tendo tanta dificuldade em entender que estas
pessoas são CRIMINOSAS? Furtam, roubam, matam e, ao serem descobertas,
condenadas e presas, querem que esqueçamos o que fizeram? Não podem ser
expostas como tal?
No
caso específico da Vossa Excelência (até então assim referenciado)
ex-governador Sérgio Cabral, alegam que ele não é perigoso, não matou
ninguém, etc… Será mesmo isso verdade? Quantos cidadãos cariocas devem
ter morrido em função das centenas de milhões de reais que ele e seus
parceiros desviaram? A corrupção é tão ou mais cruel que qualquer crime!
Os
hospitais no Rio de Janeiro (e no Brasil como um todo) estão em estado
de miséria quase absoluta! Sem estrutura, falta de médicos e
equipamentos, sem remédios! Se houvesse condições de contabilizar,
apenas nos últimos vinte anos, a quantidade de cidadãos – nossos irmãos,
pois somos todos brasileiros – que morreram por falta de um atendimento
médico digno, certamente estaríamos nos defrontando com um genocídio!
A
exposição de uma pessoa algemada (independente dela ser rica ou pobre,
da política ou não) deveria servir como exemplo, para que outras pessoas
vissem o que acontece para quem resolve sair da linha, mas aqui não: O
“politicamente correto” defende exatamente o contrário.
Consigo
entender a mãe do ex-governador defendendo seu filho pelo fato dele
sair algemado do Rio de Janeiro, afinal mãe é mãe. No mais está na hora
de começarmos a rever alguns conceitos, que valem na grande parte dos
países e que por aqui estão sendo colocados de lado.

























