É notória a explosão de informações, definições e exemplos na velocidade
da economia atual e da confusão de caminhos a percorrer no futuro dos negócios.
O empresário fica em meio ao tiroteio e, apesar de ter seu propósito definido, poucas vezes, nem
sempre encontra uma definição que faça sentido ao seu negócio.
Por
que será que isso acontece?
A maioria ainda está com a lógica da economia linear tentando entender a
exponencialidade dos dias atuais. Empresas crescendo a velocidade da luz,
empresas caindo como um raio, mercados mudando a cada instante e a incerteza
permeando um ambiente mundial tão pouco equilibrado.
A indefinição permeia, a demora em
decidir e, consoante a isso, a falta de
flexibilidade, faz com que muitas empresas estejam em compasso de espera
perante o improvável.
Em
realidade, é essa incerteza que gera novas certezas!
É essa confusão que propõe novos modelos, quebras de paradigmas e a
criação de novos mercados. É a falta de uma reação mais profícua que indefine
os negócios.
Por mais cursos, palestras e treinamentos que são realizados, leituras
de diversas fontes, a falta de reflexão e análise profunda do mercado em que a
empresa atua, são como uma bula de remédio ruim. Mas essa leitura, análise e
reflexão precisa encontrar uma base de pensamento aberta ao novo, ao
aprendizado e, por que não, ao fim de ciclos.
O
próprio conceito de Mercado precisa ser revisto e atualizado constantemente. Se
as mentes envolvidas na decisão não estiverem focadas no que realmente importa
ou deternima o futuro, não há como seguir.
Falava-se há 20 anos da reengenharia e hoje se fala de adaptação. De fato, o que
acontece é a falta de uma mente sem barreiras e com capacidade de reflexão
profunda e analítica das qualidades e melhorias que precisam ser realizadas com
base em informações confiáveis de Big
Data (seja ele digital
ou proveniente do contato com as pessoas). Sem esse espírito, nada acontece!
Costumo
ver todos os dias a busca de caminhos por empresários ávidos de mudança mas que
não tem a menor vontade de mudar a forma de atuar.
Querem mudar o cenário sem mudar os atores, sendo que o principal, ele
mesmo, precisa se reformular conceitualmente, o tão falado Mindset.
Me atrevo a ir um pouco mais longe: situações pessoais, psicológicas,
emocionais estão trancando avanços coletivos. O problema é que muitos já
conseguiram perceber isso e estão rapidamente procurando ajuda.
Mas o
que falar para alguém com o caixa cheio de dinheiro? Que o negócio é bom! Atualmente
sim. E no futuro próximo?
Nunca percebi tanto a importância
da mudança pessoal para que o coletivo se beneficie. Nunca percebi a tamanha
necessidade de compartilhar informações em outras épocas, nesses 32 anos de
Mercado. Tudo está melhor, diferente, rápido e implacável.
Me preocupa o fato de que há muitos “gap´s de aprendizado” em
pessoas de bem e de realização que serão engolidas pela evolução inconteste
desses tempos, sejam elas com poucas ou muitas posses, tornando-se obsoletas de
uma hora para outra para o mercado.
Há uma
responsabilidade social daqueles que já conseguiram visualizar essa realidade
do momento e perscrutar minimamente o futuro, em auxiliar esse desenvolvimento,
urgentemente.
Penso que as futuras gerações serão cada vez mais adaptadas ao novo, ao
aprendizado e muito pouco afeitas as experiências e a sabedoria. Ao mesmo tempo
percebo vários jovens com possibilidades infinitas ensinando o que muitos
demoraram mais de 20 anos para aprender, assim como eu. Uma sabedoria que “já
vem junto”. Sinal de evolução no Universo Maior.
Fico feliz com as possibilidades que a tecnologia traz e, ao mesmo tempo,
triste com o afastamento que causou, gerando a indiferença, a objetividade, a
falta de compromisso e de sensibilidade.
Só sei que tento fazer minha parte através do meu trabalho e justifico
que, 20% de meu tempo se destina a causas não remuneradas em benefício de
terceiros, pois entendo que temos a responsabilidade de pelo menos contribuir
com quem nos auxiliou esse tempo todo.
A curiosidade, característica da nova era, assim como o eterno aprendizado,
devem estar presentes a cada segundo, em cada oportunidade e em cada silêncio.
A cada olhar a busca do diferente, do novo e do sustentável.
Tenho certeza de que o mundo será melhor, com mais humildade e
capacidade de perceber que estamos em constante aprendizado e evolução, e, que
os rumos futuros advirão de muito estudo, reflexão, trabalho em rede e
utilização de nossos melhores recursos e talentos.
Perceba em si o que lhe limita e trabalhe para que a comunidade não seja
prejudicada por isso e, pelo contrário, possa se beneficiar com o que temos de
melhor: nossa participação efetiva de corpo, mente e espírito!
Boa
sorte e bom trabalho nesse caminho sem volta e sem fim! Comece no primeiro
passo: olhando no espelho e definindo o que pode melhorar!
César Silva é professor,
consultor, mentor, articulador, inspirador de rumos, empreendedor e empolgado
com causas agregadoras.
Head of Business @cesarsilvasimplesmente, Professor/Tutor Externo
Uniasselvi, Conselheiro Fenac S.A.

























